Rubinho está completamente desiludido

Rubens Barrichello deixou o carro da Ferrari, nesta quinta-feira depois da sessão de treino livre da tarde do GP de Mônaco, onde foi apenas o 15.º colocado, e logo em seguida falou com os jornalistas. Era o que a imprensa precisava para obter declarações do calor da hora: "Falar o quê? Se a Renault e a McLaren mantiverem em corrida o ritmo deste treino, nós vamos receber a bandeirada com uma volta a menos deles." Os pilotos da Ferrari já não mais escondem sua desilusão com o difícil momento da equipe e da sua fornecedora de pneus, a Bridgestone. "Domingo, para conseguir largar em sexto no grid vou precisar tirar leite de pedra. Pole position? Nem pensar.", completou Rubinho. Seu companheiro, Michael Schumacher, nem mesmo pôde permanecer na pista o tempo todo. "Havia uma vibração tão intensa no carro que nosso time pediu que eu parasse", explicou.Schumacher estabeleceu o 11.º tempo da tarde, um segundo e 335 milésimos mais lento que Fernando Alonso, da Renault, líder do Mundial, com 44 pontos, e primeiro nesta quinta. "O pior é que não sabemos exatamente o que causou esse comportamento tão estranho do F2005", falou o alemão, apenas sétimo no campeonato, com 10 pontos. "E pensar que depois da sessão da manhã eu até estava um pouco satisfeito com nosso ritmo." O desabafo de Rubinho não parou nas dificuldades que terá neste sábado na primeira classificação e domingo pela manhã, na segunda. "Um dos nossos problemas é que nos tornamos rápidos quando já não serve mais, ou seja, a partir da metade da corrida". Como Schumacher, destacou a falta de um diagnóstico preciso: "Não é apenas o acerto errado, somos lentos e não sabemos o porquê, em especial nas curvas de baixa velocidade". Acontece que essa é natureza da maioria das 19 curvas do traçado de 3.340 metros de Mônaco.A Ferrari ocupa apenas a quinta colocação no Mundial de Construtores, com 18 pontos, diante de 40 da Renault, a líder. A escuderia de Maranello é campeã entre as equipes desde 1999 e Schumacher vence entre os pilotos desde 2000. São as mais extensas séries de títulos da história. Este ano, de uma hora para outra, tudo passou a andar para trás com a Ferrari. Nesta sexta, apesar de não haver atividade de pista para a Fórmula 1, todos na Ferrari estarão reunidos. O objetivo será, claro, procurar os caminhos que podem levar o time italiano de volta ao sucesso.Confira como está a situação do Mundial de pilotos de Fórmula 1.

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