Rubinho garante: não há crise na Ferrari

Não há crise alguma na Ferrari, segundo Rubens Barrichello. "Estamos, sim, passando por um momento muito delicado. As pessoas comparam nossos resultados com os de 2002, o que não é possível, quando tínhamos o melhor carro e o melhor pneu." Faz parte do jogo, segundo disse, a Williams e a McLaren crescerem tanto. Como o companheiro, Michael Schumacher, admitiu: Hoje o conjunto Williams-Michelin está na nossa frente." Em Mônaco, Rubens Barrichello largou em sétimo e chegou em oitavo.Na etapa seguinte, Canadá, uma das suas favoritas, saiu da quinta colocação no grid para concluir a prova em quinto, depois de parar nos boxes para substituir o aerofólio dianteiro por bater na largada na traseira da Renault de Fernando Alonso. Dia 29 largou em quinto em Nurburgring e foi terceiro. Neste domingo, no GP da França, Rubinho completou sua quarta participação seguida sem nenhum brilho, sétimo, em oposição ao excelente trabalho da temporada passada, mesmo tendo-se em conta que agora os adversários evoluíram muito."Eu rodei no começo e foi erro meu. Estava muito perto do Alonso (Renault), o carro saiu de frente na chicane (a nova, em frente os boxes), tocou na zebra e quando voltou para o asfalto saí rodando." Ele caiu para a última colocação. Realizou várias ultrapassagens até chegar atrás de Jacques Villenueve, BAR, depois do seu primeiro pit stop, na 25.ª volta, em 12.º. "Não conseguia passar porque na curva rápida antes da reta não podia ficar perto dele para não perder pressão aerodinâmica na frente do meu carro." Rubinho optou por dois pit stops a três do companheiro, Michael Schumacher. "Podía na primeira parada mudar para três, mas como estava muito atrás era melhor manter o plano original." Antonio Pizzonia, da Jaguar, realizou outra boa corrida e foi décimo. "Perdi a chance de ser oitavo porque fiquei muito tempo atrás dos pilotos que estavam na estratégia de duas paradas." Ele parou três vezes nos boxes. "Mas nosso carro estava rápido." Mark Webber, seu parceiro, mais experiente, conseguiu colocar-se de forma se ser menos prejudicado pelo tráfego e classificou-se em sexto. Agora a Jaguar está em sexto entre os construtores, um ponto apenas atrás da BAR. Cristiano da Matta, inexperiente como Pizzonia, decidiu usar pneus duros e realizar dois pit stops. "Erramos duas vezes, na escolha dos pneus e na estratégia." Estava irritado. O companheiro, Olivier Panis, fez essa escolha e terminou em oitavo. Cristiano foi 11°.

Agencia Estado,

06 de julho de 2003 | 14h56

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