Rubinho não acredita em maldição

Rubens Barrichello cumpriu hoje uma infeliz rotina em Grandes Prêmios do Brasil: explicar os motivos que o impediram de completar a corrida. Segundo o piloto, os problemas começaram no Pinheirinho, quando a Ferrari perdeu marchas e o acelerador parou de funcionar. "Ainda tentei deixar o carro continuar para ver se dava para chegar aos boxes para fazer alguma coisa mas, quando o carro iniciou a subida na chegada aos boxes, começou a morrer e eu joguei para a grama", disse o piloto. "Dá um vazio muito grande, uma vontade de gritar, mas não tem nada a fazer", desabafou. A versão oficial da equipe foi de que o carro, assim como aconteceu no ano passado, sofreu uma pane hidráulica. Como antes de parar na 17.ª volta o piloto chegou a manobrar a Ferrari na pista em zigue-zague, o que fez muitos especialistas desconfiarem que o problema poderia ter sido falta de combustível. A hipótese, no entanto, foi descartada a partir das declarações de Barrichello de que pretendia fazer dois pit stops. De nove GPs disputados, o brasileiro só completou um, em 1994, quando chegou em quarto lugar. Nos outros, abandonou por quebra do carro. Toda a falta de sorte, no entanto, ainda não foi suficiente para fazer o piloto acreditar em uma sina. "Não existe maldição, é uma questão de bom senso. Tem um problema, tem um problema", afirmou o piloto que conseguiu ver um ponto positivo depois de um fim de semana problemático. "Pode-se dizer que é a terceira corrida que deixei a pista na liderança." Ao falar do desastroso fim de semana e de seu desempenho, Barrichello usou uma expressão típica dos jogadores de futebol. "Saio de cabeça erguida. Fiz o meu papel. Hoje foi um dia meio duro com as punições a maneira como foi feito", disse o brasileiro ainda inconformado com a punição de perder o melhor tempo dos treinos de classificação por ter ultrapassado o sinal vermelho no sábado. Barrichello acredita que se a sorte não está ajudando, em algum momento isto irá deixar de acontecer. "Uma hora vai dar", disse ele. Para o piloto, que não acreditava na possibilidade de vencer correndo com o modelo F2001, o ano começa no GP de Ímola, quando deverá pilotar o modelo F2002 pela primeira vez. "Chega de 2001. Agora é 2002."

Agencia Estado,

31 Março 2002 | 17h47

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