Rubinho pode processar a Petrobrás

As consequências da decisão da Ferrari de obrigar Rubens Barrichello dar ultrapassagem para Michael Schumacher, domingo na Áustria, parecem não ter fim. Nesta sexta-feira os advogados do piloto brasileiro questionaram na Justiça a Petrobrás, empresa que fornece combustível e patrocina a Williams. A estatal de petróleo veiculou nos principais jornais do País, segunda-feira, um espaço publicitário cujo texto cumprimentava Barrichello, "o verdadeiro vencedor do GP da Áustria." "Nosso departamento jurídico está cuidando do caso", disse um funcionário da empresa, sem se identificar. Barrichello compete pela Ferrari, time que utiliza gasolina Shell. A empresa investe também em patrocínio na escuderia italiana e é a responsável por pagar a maior parte do salário de Schumacher, estimado em US$ 40 milhões por temporada. Os advogados de Barrichello questionaram o uso do nome do piloto na propaganda da Petrobrás. Barrichello mantém em seu escritório, em São Paulo, apenas uma secretária, nunca autorizada a informar nada. Os promotores dos GP de Fórmula 1 vão aproveitar a reunião do Conselho Mundial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), dia 24 em Mônaco, onde têm representação, para pressionar a entidade para proibir resultados manipulados como o da Áustria. Eles estão entre os maiores prejudicados, por serem os responsáveis pela comercialização dos ingressos. As ações judiciais dos que se sentem lesados recaem sobre os promotores. Estréia - O mineiro Cristiano da Matta, da equipe Newman-Haas da Fórmula Indy, experimentou nesta sexta-feira pela primeira vez um carro de Fórmula 1. O teste foi em Paul Ricard, na França. Cristiano pilotou o modelo TF102 da Toyota, por quem pode correr na Fórmula 1 em 2003, e marcou na melhor das suas 96 voltas a marca de 1min15s082, apenas 847 milésimos pior que o tempo registrado pelo titular da Toyota, Alan McNish, 1min14s235. O mais veloz do dia foi Heinz-Harald Frentzen, da Arrows, 1min12s530.

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