Rubinho testa novo equipamento

Depois de ter problemas no GP da Austrália com o equipamento de segurança HANS device, que dá proteção ao pescoço do piloto em caso do acidente, Rubens Barrichello irá utilizar um novo modelo a partir desta quinta-feira à noite, quando começam os treinos para a segunda etapa do campeonato da Fórmula 1, na Malásia. O brasileiro contou que não se adaptou bem ao HANS, ficou com dores nas costas e, inclusive, disse que o desconforto causado contribuiu para o acidente que o tirou da prova na 7ª volta.?Há um novo tipo de HANS para mim aqui na Malásia. Nós fizemos algumas mudanças para que ele não me incomode mais?, contou Rubinho, que não usaria o equipamento se pudesse - ele é material obrigatório aos pilotos da Fórmula 1. ?Acredito que oitenta por cento dos pilotos não colocariam o HANS se pudessem, mas sei que é uma coisa boa para nossa segurança e é preciso usá-lo.?Rubinho será o último piloto a entrar na pista de Sepang, na madrugada desta sexta-feira, na sessão classificatória para o treino que definirá o grid de largada para o GP da Malásia, que só acontece na madrugada de sábado (no horário de Brasília). Afinal, a ordem é a mesma da classificação da prova na Austrália. Assim, como o brasileiro foi o último colocado em Melbourne, entrará no final - o vencedor David Coulthard será o primeiro.Repúdio - Na entrevista coletiva dos pilotos em Sepang, nesta quinta-feira, todos lamentaram a guerra dos Estados com o Iraque. Apesar do conflito, toda a programação do GP da Malásia e também do campeonato da Fórmula 1 foram mantidas."Algo ruim está ocorrendo e o que desejávamos que não acontecesse, aconteceu", afirmou Rubinho. "Acho que devemos continuar fazendo o que mais gostamos e se conseguirmos atrair gente ao circuito e formos capazes de fazer com que durante algum tempo se esqueçam da guerra, acho que teremos feito algo bom.?Segundo o colombiano Juan Pablo Montoya, esse clima já faz parte de sua vida. "Meu país está em guerra há 30 ou 40 anos. Os jornais não falam de outra coisa se não de mortos, seqüestros, bombas. Acho que os europeus, que nunca ouviram nada disto, assustam-se agora que a guerra começou", comparou o piloto da Williams.

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