Rubinho torce por chuva para conseguir pontuar em Interlagos

Piloto brasileiro da Honda também conta com o apoio do público para fechar temporada de forma digna

Milton Pazzi Jr., estadao.com.br

18 de outubro de 2007 | 18h02

Rubens Barrichello mantém a esperança de que pode conseguir neste domingo, no Grande Prêmio do Brasil, conseguir o tão sonhado ponto no Mundial de Pilotos, fato que não teve sucesso nas outras 16 corridas do ano. Mas, para isso, fica na torcida por um detalhe, como em anos anteriores: a chuva.   "Eu acho que a única coisa que vai me fazer mais rápido aqui é a força de vontade e o apoio do público, porque realmente não tem carro, o ano inteiro não foi feito nada de evolução. A chuva pode ajudar um pouco, apesar das decisões erradas nessas duas últimas provas, eu estava em condição melhor de marcar pontos. Eu estava em sétimo no Japão e sexto na China nas últimas corridas; hoje não sei como será", diz o brasileiro.   A expectativa, porém, tem algum fundamento, de acordo com os técnicos da Honda. "Temos previsão de chuva todo dia no fim da corrida. Isso pode influenciar na escolha, mas as corridas serão em pista seca. Ficamos na torcida."   A decepção com a temporada ruim é ponto pacífico para Barrichello. E ele deixa claro que tem a esperança de que o fim de ano com pontos na classificação. "A competitividade do carro é muito aquém do esperado. No passado me perguntavam se eu conseguia vencer, hoje o sonho é marcar ponto."   Pista lisa? Só nesta sexta   Barrichello foi um dos pilotos que deu uma volta pela pista para conhecer o novo asfalto, totalmente reformado neste ano. Ele só não quis cravar que a pista realmente não tem ondulações. "Não dá totalmente [para dizer que a pista está lisa], porque o carro de F-1 é muito diferente da motoquinha da Honda que dei uma volta. Mas me parece que tá melhor, só amanhã [sexta] para ter certeza."   Barrichello fez questão de defender o Autódromo de Interlagos, independente dos problemas que possam aparecer, principalmente na pista. "A partir do momento que um cara corre em Mônaco, o cara não pode reclamar aqui. A gente problemas no passado, mas hoje é impecável. Sempre tem um reclamão, mas tem que ser flexível, porque lá [Montecarlo] não tem nada."   O brasileiro só faz uma pergunta: "A gente só precisa saber quanto tempo esse asfalto vai durar. Se o autódromo tivesse essa assistência durante o ano, o autódromo teria uma condição melhor sempre. Não vejo o que fazer de diferente, só se derrubar tudo. Acho as nossas instalações boas, só não é certo comparar com Xangai..."   E se não estiver melhor? "Eu tenho certeza que o piloto vai sofrer na velhice é de dor nas costas por causa dos bumps [solavancos]", brinca.

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