Rússia e Turquia de olho na Fórmula 1

A Fórmula 1 desembarcará na China e no Bahrein em 2004, conforme a FIA anunciou nos últimos 15 dias. E dois outros países têm igualmente grandes chances de serem incluídos no Mundial, em dois ou três anos: Rússia, com uma prova em Moscou, e Turquia, no autódromo que será construído em Istambul. Portanto, quatro etapas do campeonato, num futuro próximo, sairão do calendário. Nas quatro que vão entrar há um ponto em comum: serão bancadas por investimentos oficiais das nações que desejam o evento.Quem gosta de acompanhar o noticiário da Fórmula 1 deverá ir se acostumando com o o nome de duas cidades que, em breve, entrarão no dia-a-dia da competição: Xangai, na China, e Manama, no Bahreim, país do Oriente Médio. Primeiro com os detalhes dos autódromos espetaculares cujas obras já estão em curso e, mais tarde, com a disputa na pista em si. Nos dois casos, quem está garantindo a sequência dos trabalhos e os próprios grandes prêmios são os governos desses países. Essa é uma tendência na política de Bernie Ecclestone, promotor do Mundial e presidente da Formula One Administration (FOA), e Max Mosley, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).Com as flutuações da economia do planeta, os riscos nos contratos de organização e promoção das provas do campeonato estabelecidos com empresas particulares cresceram bastante. Já quando se trata de a própria autoridade constituída garantir o pagamento de todas as despesas, bem como o que é cobrado como direito, perfazendo um total de no mínimo US$ 12 milhões, essa possibilidade de perda praticamente não existe. No caso de Moscou e Istambul fazerem parte do calendário também, Ecclestone e Mosley vão negociar os valores com os governos dessas nações.As corridas que são exploradas por sociedades privadas, a exemplo do GP de San Marino, administrada pela Sagis, parecem ser as mais prováveis de perder o lugar. Além de receber menos, os detentores dos direitos do evento, FOA e FIA, reconhecem as dificuldades dessas empresas em arrecadar as crescentes somas necessárias para a boa realização de uma etapa do Mundial e ainda pensar em ter lucro. Há outros casos semelhantes, como o próprio GP da Grã-Bretanha, nas mãos do British Racing Drivers Club (BRDC), embora essa organização seja forte, do GP da Bélgica, da Áustria, da Europa, em que não há investimentos estatais.Nesse sentido, apesar da precariedade do autódromo de Interlagos com relação a todos os circuitos do campeonato, para não confrontá-lo com os da última geração, como o de Sepang, na Malásia, o GP do Brasil vai bem. A corrida é bancada, basicamente, pela Prefeitura de São Paulo, que investe algo próximo de R$ 27 milhões por edição da prova. O de 2003 será dia 6 de abril.

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