Sato: um defensor dos pilotos japoneses

Quem disse que japonês não sabe pilotar? Takuma Sato, da BAR, acredita que o automobilismo em seu país cresce a cada ano e poderá, em breve, passar a incomodar países mais tradicionais no esporte. E não falem mal de Satoru Nakajima em sua frente. "Ele foi importante para o automobilismo no Japão, foi o pioneiro", ressalta. Sato, de 27 anos, surpreende na atual temporada, sua terceira na Fórmula 1, com bom desempenho. Embora não tenha o mesmo aproveitamento do companheiro de equipe Jenson Button, tem papel importante na briga da BAR pelo vice-campeonato de construtores. "Acredito que, no ano que vem, vou ainda melhor." O piloto é ídolo em seu país, tem bastante prestígio com o povo e com a própria imprensa, embora reserve pouco tempo do ano - quatro ou cinco semanas - para ficar na Ásia. Vive, longe da família, na Inglaterra. "O japonês adora automobilismo", conta. Irreverente e bem humorado, Sato chegou hoje a São Paulo para o GP do Brasil e tentou mostrar que também entende de culinária. Arriscou-se a ensinar um grupo de jornalistas da América do Sul a fazer sushi, prato tipicamente japonês, no restaurante Sushi kin. Mostrou, no entanto, pouca intimidade com a cozinha. "Gosto muito de comer sushi, mas foi a primeira vez que realmente tentei prepará-lo.? Não fosse o badalado chef Shinji Moroto...Correr em São Paulo é, em sua visão, um dos momentos mais interessantes do ano. Principalmente porque tem a oportunidade de freqüentar as churrascarias. ?Tenho de ir a um rodízio antes de ir embora.? E falar em Brasil para Sato lembra Ayrton Senna, um de seus ídolos. Prefere, no entanto, esquivar-se e não comparar Senna a Michael Schumacher.

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