Sauber também passa para o lado da GPWC

Aos poucos Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, Max Mosley, presidente da FIA, e a direção da Ferrari vão se vendo mais e mais isolados na disputa com as demais equipes da Fórmula 1. Hoje a assessoria de imprensa da Sauber confirmou que o time suíço aceitou a oferta da Grand Prix World Championship (GPWC), empresa que reúne a Renault, BAR-Honda, Williams-BMW, McLaren-Mercedes, Toyota e Minardi. Num eventual campeonato paralelo, a Sauber iria para a GPWC. Red Bull e Jordan não se definiram, ainda. A GPWC anunciou, semana passada, que todo o dinheiro arrecadado com o seu espetáculo será dividido de forma igual entre as escuderias que o disputarem. Em quatro dias Minardi e Sauber já fecharam com a GPWC. A Sauber deve passar a correr com motor BMW a partir de 2006, já como decorrência desse acordo. Hoje a equipe suíça usa motor Ferrari. No modelo de Ecclestone, em uso hoje, apenas 47% do gerado pela Fórmula 1 permanece com seus times, e distribuído de acordo com a classificação no Mundial de Construtores do ano anterior. Não há dúvida de que Ecclestone, Mosley e a direção da Ferrari estão bastante preocupados com a situação. Um eterno aliado de Michael Schumacher, o ex-diretor da Benetton, Flavio Briatore, hoje diretor da Renault, afirmou hoje que este ano, quando provavelmente correrá sob pressão, o piloto alemão não será o mesmo. "Michael chegou onde chegou porque não enfrentou nenhum grande adversário. Não lutou contra Ayrton Senna, Alain Prost e Nigel Mansell, por exemplo." Briatore comentou que Damon Hill, em 1996, Jacques Villeneuve, 1997, ambos pela Williams, e Mika Hakkinen, 1998 e 1999, McLaren, venceram Schumacher. Há a perspectiva de a Ferrari não ter, ao menos no início do campeonato, um carro tão mais eficiente que o da concorrência, como em 2004.

Agencia Estado,

21 de fevereiro de 2005 | 18h28

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