Schumacher a seis vitórias do recorde

Cinco vitórias consecutivas na Fórmula 1, com a deste domingo na abertura do Mundial, na Austrália. Segunda colocação no ranking dos pilotos com maior número de pole positions, 33, com a de sábado. Primeiro lugar absoluto, desde domingo, em número de melhores voltas, 42, e a iminência de ser, ainda este ano, o maior vencedor de GPs da história. Ele já soma 45 vitórias e Alain Prost tem 51. Apesar do fim de semana inesquecível para Michael Schumacher, da Ferrari, não houve festa no pódio. A Fórmula 1 mais uma vez teve de conviver com a tragédia: um comissário morreu na pista.Boa parte dos 120 mil torcedores que estiveram neste domingo no belo circuito Albert Park, em Melbourne, lotou a reta dos boxes, à espera das comemorações do pódio. Sem saber o que tinha se passado, todos estranharam a frieza da cerimônia, encerrada sem que as champanhas fossem estouradas. Um comissário, cujo come foi omitido pelos organizadores do evento, foi atingido por uma roda da BAR de Jacques Villeneuve, envolvido num acidente pavoroso com Ralf Schumacher, da Williams, e faleceu. O Safety Car ficou na pista da 5.ª à 14.ª volta."Nada disso que conseguimos tem valor quando um homem que veio aqui, voluntariamente, para tornar nosso trabalho mais seguro, perde a vida", afirmou Schumacher.Rubens Barrichello, de quem se esperava que fosse lutar pela vitória, não passou da terceira colocação, enquanto o escocês David Coulthard, da McLaren, classificou-se em segundo. Mika Hakkinen abandonou na 26.ª volta, por causa da quebra da suspensão dianteira direita da sua McLaren, quando era segundo, mas seu compatriota, o jovem finlandês Kimi Raikkonen, da Sauber, estreou na Fórmula 1 marcando pontos, ao terminar em sexto. "Eu nunca conversei com ele, mas estou extremamente orgulhoso de ser finlandês hoje. Farei por Kimi tudo o que for possível para ajudá-lo", disse Hakkinen.Schumacher falou pouco. "O nossos esforços em melhorar o sistema de largada do carro, durante toda a pré-temporada, foram compensadores, dei uma excelente largada." Em nenhum momento teve a sua posição ameaçada. Hakkinen, qua também havia largado muito bem, chegou a acompanhá-lo de perto do começo, mas não tinha velocidade para tentar ultrapassá-lo. A menor diferença entre ambos foi registrada na 10.ª volta, 408 milésimos de segundo. Mas na 25.ª, a anterior ao piloto da McLaren sair da pista, essa diferença já era de 4 segundos e 704 milésimos. "Optei por impor o ritmo certo para cada condição. Exigi bastante quando foi necessário e administrei minha vantagem em outros momentos", falou o alemão."Conforme venho dizendo, a F2001 é a melhor Ferrari que já guiei, o que aumenta ainda mais nossa confiança para as demais etapas do campeonato." O GP da Malásia, dia 18, em Sepang, é a próxima corrida do ano. Na 42.ª volta, uma depois de David Coulthard fazer seu pit stop, a diferença de Schumacher para ele, primeiro e segundo na prova, era de 10 segundos e 562 milésimos. O alemão cruzou a linha de chegada, na 58.ª volta, apenas um segundo e 718 milésimos na frente. "Não faz diferença se você vence com um ou 10 segundos de diferença. Como não tínhamos simulado muitos GPs, procurei poupar o carro." A Bell, fabricante de capacetes, ganhou a disputa com Schumacher e neste domingo ele teve de competir com a marca norte-americana. O contrato termina no fim do ano, quando ele passará para a Schuberth, alemã.Schumacher queria romper o compromisso. Como não deu, teria de pagar algo em torno de US$ 120 mil por dia que não usasse o Bell, deu início neste domingo ao processo de depreciar a marca: "A certa altura da prova, precisei retirar uma fita adesiva que coloquei na tomada de ar do meu capacete para refrigerá-lo um pouco. Eu havia tomada aquela providência porque entrava muito ar direto nos meus olhos." Ao contrário de Rubinho, que reclamou que sua Ferrari ficou "difícil de guiar" depois de tocar a Jordan de Heinz-Harald Frentzen, o escocês David Coulthard lembrou, neste domingo, que na largada foi tocado dos dois lados. Ele teve mais sorte que o brasileiro. "Não afetou em nada minha McLaren." Coulthard pilotou com garra e ultrapassou Jarno Trulli, da Jordan, Ralf Schumacher, Williams, e Rubinho. "Tendo largado tão lá trás (em sexto), os seis pontos conquistados não representam um resultado ruim." Neste domingo foi a primeira vez que o modelo MP4/16 da McLaren conseguiu completar a distância de um GP sem romper-se.

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