Schumacher acha que a sorte vai voltar

Nos últimos cinco anos nunca o clima na Ferrari ficou tão pesado quanto hoje. "Tudo o que poderia dar errado acabou dando errado hoje para nós. Tivemos tantos azares ultimamente que só posso pensar que daqui para a frente voltaremos a ter sorte", afirmou Michael Schumacher, que viu sua liderança no campeonato seriamente ameaçada. Do GP da França para cá o alemão está somando cada vez menos pontos, 6, 5, 2 e 1 hoje. "Quem me conhece sabe que eu nunca desisto, nunca vou fugir da luta. Ficou difícil, mas a batalha não acabou." Não é bem assim também. Hoje, a exemplo de Rubens Barrichello no GP do Brasil, ficou sem gasolina antes do seu segundo pit stop, na 39.ª volta. "Duas curvas antes de entrar para a parada o carro falhou e fui para a área de box com o motor desligado, só no embalo." Se tivesse ocorrido algumas curvas antes, ficaria no meio do circuito e não somaria o pontinho salvador da oitava colocação que o deixou ainda em primeiro na classificação. Será mesmo falta de sorte, como diz ele? Sobre sua possibilidade de dar sequência à notável série de quatro títulos seguidos, o sexto da carreira, comentou: "Temos de melhorar em todas as áreas. Nosso programa de novidades para o teste de Monza é imenso, nossa equipe e eu continuamos motivados, mantenho-me confiante." Para ele, o fato de Mark Webber, da Jaguar, ter permanecido em segundo, atrás de Fernando Alonso até o primeiro pit stop, na 13.ª volta, foi decisivo para o impressionante resultado da prova, em que a Ferrari tomou uma volta da Renault. Quando Alonso parou, a diferença dele para Webber era de 21,0 segundos e um pouco mais para todos os demais. Ninguém conseguiu ultrapassar o australiano, ótimo sexto no final. "Não é a primeira vez que alguém me coloca uma volta de vantagem e agora foi circunstancial, felizmente não ocorre com frequência", expressou Schumacher. Rubens Barrichello levou um susto. Ele era o quinto colocado na 19.ª volta quando na freada do fim da reta, de repente, o triângulo superior da suspensão traseira esquerda quebrou, soltando a roda. A Ferrari seguiu reto, com a rodas travadas pela ação do freio, acionado por Rubinho. "Foi uma bela pancada (na barreira de pneus). O absurdo é que até agora, uma hora depois do que aconteceu, ninguém veio até aqui (motorhome da equipe) perguntar se eu estou bem, necessito de alguma ajuda médica. Será que sou eu que tenho de ir lá procurá-los?" Ele apenas mordeu a língua e sofreu leve contusão na mão esquerda. Ao retornar para os boxes, com a corrida em andamento, solicitou aos jornalistas que o aguardassem porque iria orar, a fim de agradecer a Deus por não ter-se ferido no acidente. "É uma pena que reformaram tanta coisa no circuito e deixaram uma área de escape tão pequena no fim da reta. Vários pilotos reclamaram para Charlie Whiting (delegado de segurança)." Rubinho acredita que poderia terminar o GP da Hungria em terceiro ou quarto lugar. A temperatura elevada favoreceu, segundo disse, a performance dos pneus dos adversários da Ferrari.

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