Schumacher busca recorde de vitórias

Agora já são 24 pontos de diferença para o segundo colocado no campeonato, 68 a 44. Alguém ainda duvida que Michael Schumacher, salvo um incidente, será campeão do mundo novamente com a Ferrari? O alemão venceu neste domingo em Nurburgring, Alemanha, pela quinta vez na temporada. E David Coulthard, da McLaren, que ele tanto destacou como "adversário difícil", classificou-se em terceiro, 24 segundos atrás. Adversários difíceis foram os pilotos da Williams, hoje uma equipe até mais preparada que a Ferrari. Juan Pablo Montoya foi segundo e Ralf Schumacher, quarto. Foi a 49ª vitória de Michael na F-1. Ele está agora a apenas duas de Alain Prost, que tem 51, o maior vencedor da história. Restam oito etapas para o encerramento da temporada. A próxima, a 10ª do ano, será já domingo, em Magny-Cours, na França."Estou surpreso com a McLaren", disse Michael. "Não imaginava que eles fossem ficar tão ausentes da luta pela vitória." Para o alemão, a má colocação de David Coulthard e Mika Hakkinen no grid (quinto e sexto) não os excluía de brigar pelo primeiro lugar. Ao mesmo tempo em que a McLaren o surpreendeu, Michael lembrou que agora não há mais o que questionar a respeito da Williams. "Não fosse a boa vantagem que tenho para Ralf (68 a 25), diria que ele representaria a maior ameaça à conquista do título." Ralf, a exemplo da prova de Montreal, disputou com Michael a liderança da corrida até o primeiro pit stop de ambos, na 28ª volta, de um total de 67. Depois teve de cumprir uma penalização de stop and go de 10 segundos, no box, por ter passado sobre a linha branca do asfalto que separa a pista da saída de box.Michael lembrou que por um instante chegou a pensar que teria de largar dos boxes. Na volta de alinhamento, o carro reserva parou no meio da pista. "Perda de pressão de gasolina. Vamos ver se por razão eletrônica ou mecânica", explicou Ross Brawn, diretor-técnico. "Tive sorte de um comissário me emprestar a chave da sua lambreta a fim de eu poder voltar rápido para o box e sair com o modelo titular", contou Michael.Depois do primeiro pit stop, disse o piloto da Ferrari, seu carro passou a se comportar bem melhor. "Com o segundo jogo de pneus melhorei bastante os meus tempos." Ralf já não era mais uma ameaça real, por ter feito o stop and go, e Montoya o máximo que conseguiu se aproximar foi 7 segundos e sete décimos, na 50ª volta. No fim Michael administrou a vantagem e cruzou a linha de chegada 4 segundos na frente do colombiano da Williams, para delírio da maioria dos mais de 100 mil barulhentos torcedores presentes no autódromo.Os seis pilotos das três melhores equipes da F-1 classificaram-se nas seis primeiras posições. Rubens Barrichello, Ferrari, foi quinto, e Hakkinen, McLaren, sexto. Dos outros três brasileiros, apenas Luciano Burti, da Prost, concluiu a prova, em 12º. Enrique Bernoldi, Arrows, abandonou na 29ª volta, com problemas de câmbio, e Tarso Marques, Minardi, ainda na 7ª volta, em razão de uma pane elétrica.Apesar da "moral baixa" para prever dificuldades para a Ferrari, Michael acredita que em Magny-Cours a Williams será ainda mais forte que no GP da Europa. "A Michelin (fornecedora da Williams) parece ter desenvolvido um pneu especial para aquele circuito. Espero que a Bridgestone reaja e nos dê um pneu para lutar, de novo, pela vitória." Nos testes da pista francesa, há três semanas, o mais veloz foi Marc Gené, piloto de testes da Williams, com 1min14s401,enquanto Michael usou de todos os recursos da Ferrari para fazer 1min14s407.David Coulthard, vice-líder do Mundial, admitiu, neste domingo, que a McLaren já ficou para trás, se comparada com a Ferrari e a Williams. "No Canadá eu tive um problema na suspensão, o que não permitiu uma avaliação mais precisa. O desempenho de hoje, contudo, elimina todas as dúvidas."

Agencia Estado,

24 de junho de 2001 | 14h52

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