Schumacher: carro novo em Bahrein

Apesar do ótimo segundo lugar de Rubens Barrichello na Austrália, com a Ferrari de 2004 atualizada ao novo regulamento, a equipe italiana prepara já para o GP de Bahrein, dia 3, a estréia do seu novo carro, a fim de reduzir a diferença que a separa, hoje, da Renault e da McLaren. "É verdade, podemos antecipar o uso da F2005", confirmou nesta quinta-feira, no circuito de Sepang, Michael Schumacher. Uma visão mais clara do que a Ferrari velha poderá fazer no GP da Malásia lhe será dada nesta sexta-feira, na primeira sessão de classificação, com início às 2 horas (horário de Brasília).Nesta quinta-feira foram realizados os primeiros treinos livres da segunda etapa da temporada. O campeão do mundo, que não marcou pontos em Melbourne, disse que tradicionalmente sua escuderia vai muito bem na Austrália mas na Malásia nem tanto. "Espero marcar pontos aqui", falou, sem dar a entender que estava fazendo jogo. Essa postura resignada de Schumacher decorrente da menor velocidade da F2004M em relação aos carros novos da Renault e da McLaren levaram a Ferrari considerar com atenção a estréia do F2005. "Eu nunca escondi que, se fosse possível, gostaria de estar aqui já com o carro novo. Seria diferente de hoje, com certeza", comentou nesta quinta-feira Schumacher. "Os testes desta semana serão decisivos para saber se poderei usar a F2005 em Bahrein." A Ferrari até nem substituiu o motor de seu carro, apesar de poder, já que o alemão não recebeu a bandeirada em Melbourne.Nesses casos, o absurdo regulamento da FIA permite que o piloto troque o motor para a etapa seguinte. Nunca é demais recordar que, este ano, os motores têm de resistir a dois GPs. Se Ross Brawn, diretor-técnico, ordenasse a troca, teria de usar em Bahrein o mesmo motor da Malásia. "O motor do carro de 2004 é outro, não se encaixa no modelo F2005", explicou Brawn. Assim, o motor atual já esteve na Austrália, disputa agora a etapa de Sepang para, assim, concluir o ciclo de dois GPs e dar à Ferrari a chance de usar o carro novo na próxima corrida. "Nossos adversários realmente trabalharam muito bem este ano. Neste momento estão na nossa frente, mas é preciso esperar até passarmos a correr com a F2005", analisou Schumacher.A Ferrari acusou o golpe do avanço da Renault e da McLaren. Compreendeu que para poder enfrentá-los necessitará de todas as suas forças, daí submeter Schumacher a um risco maior de quebra na Malásia, por não substitui seu motor, mas dar-lhe maior chance nas 17 etapas restantes do Mundial. Seu companheiro, Rubens Barrichello, destacou antes dos treinos livres que o GP da Malásia responderá também quem está na frente entre os dois fabricantes de pneus, Bridgestone, da Ferrari, ou Michelin, da Renault, McLaren, Williams e BAR.

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