Schumacher confirma presença nos EUA

Boa parte dos técnicos e dos equipamentos da Fórmula 1 já está nos Estados Unidos. Mesmo com a iminência de uma guerra, declarada pelo presidente norte-americano George W. Bush, domingo será disputada a prova de Indianápolis, a 15ª e penúltima do Mundial. Michael Schumacher, que nesta quarta-feira viaja com seu avião particular para a capital do estado de Indiana, afirmou hoje que "jamais cogitou a possibilidade de não correr nos Estados Unidos."A assessoria de imprensa do evento reconhece que o público não será nem de longe o do ano passado, quando mais de 300 mil pessoas passaram pelo autódromo nos três dias de competição. "Boa parte dos integrantes da equipe embarcou ainda no sábado para Indianápolis", disse Jane Parisi, da assessoria da Ferrari.Confirmou também que o número de profissionais deslocados para os Estados Unidos é menor do que normalmente a Ferrari envia aos grande prêmios. A possibilidade de uma permanência prolongada no país, por conta de nova interdição do espaço aéreo, caso haja um ataque militar ao Afeganistão, preocupa a todos na Fórmula 1, diz a assessora da Ferrari. Os europeus, em especial os ingleses, temem que possa haver represálias contra eles porque a Inglaterra está diretamente envolvida na ação militar norte-americana. Das 11 equipes que competem no Mundial, 7 têm suas sedes na Inglaterra."Como todos, claro, fiquei na expectativa do que ocorreria depois do ataque aos Estados Unidos", disse Michael Schumacher, nesta terça-feira. "Mas sempre desejei ir a Indianápolis para correr." A Ferrari disponibilizou, hoje, uma entrevista com o piloto no seu site. "Espero sinceramente que possamos oferecer um pequeno apoio emocional e, quem sabe, um pouco de distração ao povo norte-americano."Michael falou mais: "Queremos encorajar e ajudar essa gente a superar este momento difícil." Talvez falando em nome dos colegas também, como destacou, o alemão confessou ter ficado chocado com os atos terroristas. "Gostaria de expressar a nossa sincera e mais profunda simpatia pelos parentes das vítimas." Sua postura equidistante de tudo no fim de semana em Monza, no GP da Itália, recebeu explicação de Michael: "Os incidentes nos Estados Unidos, as saídas de pista violentas de Jos Verstappen, Nick Heidfeld, Kimi Raikkonen e Mika Hakkinen e o drama de Alessandro Zanardi me atingiram muito."O diretor- esportivo da Ferrari, Jean Todt, autorizou Michael a não correr. "Não poderia, ao menos diante da nossa torcida." Como já havia feito antes, Michael criticou os dirigentes que proibiram seus pilotos de não ultrapassar os adversários nas duas primeiras chicanes, depois da largada, movimento liderado pelo alemão."Estávamos todos horrorizados também com o que aconteceu ano passado." Na largada do GP da Itália de 2000 um acidente múltiplo, na Variante della Roggia, a segunda chicane, causou a morte de um comissário.

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