Schumacher diz que GP não será fácil

O líder do Mundial, Michael Schumacher, admitiu nesta sexta-feira no circuito Hungaroring, depois de pré-classificar-se apenas na nona colocação, que a corrida, deste domingo, deverá mesmo ser difícil para a Ferrari. "Conforme esperava, mas estou muito confiante quanto as demais três que restam (Monza, Indianápolis e Suzuka)", afirmou. O mais rápido do dia foi Jarno Trulli, da Renault, enquanto Ralf Schumacher, Williams, acabou em segundo. O maior adversário de Schumacher na luta pelo título, Juan Pablo Montoya, da Williams, foi como ele vítima da pista extremamente suja e obteve o oitavo tempo. De novo as equipes que competem com pneus Michelin tiraram proveito do calor intenso desta sexta, 32 graus na hora da pré-classificação, e colocaram oito de seus pilotos dentre os dez mais velozes. As exceções são Rubens Barrichello, da Ferrari, o melhor com Bridgestone, em quinto, e Schumacher. E essa vantagem técnica tende a se repetir neste sábado na sessão que definirá o grid da 13ª etapa da temporada, o GP da Hungria, e domingo, ao longo das 70 voltas da prova. Na Alemanha, dia 3, Montoya estava um minuto na frente de Schumacher, em segundo, quando este parou para substituir o pneu traseiro esquerdo. "Pelo menos aqui não estamos tão longe", disse Schumacher. Talvez mais até do que em outras etapas, os pneus serão decisivos no novo traçado de Hungaroring, agora com 4.381 metros diante de 3.975 metros do anterior. Depois da surra em Hockenheim, a Bridgestone desenvolveu para a Ferrari um novo tipo de pneu que só pôde ser testado neste sábado por causa da proibição de treinar imposta pelo regulamento até 31 de agosto. "É difícil dizer alguma coisa sobre ele porque havia muita sujeira no asfalto", revelou Rubinho, que desde a pré-classificação do GP da Grã-Bretanha, quando foi o pole position, vem sendo sempre mais rápido que Schumacher. Os primeiros a sair para a tomada de tempo, nesta sexta, Schmumacher, Montoya e Kimi Raikkonen, da McLaren, serviram de "aspirador de pó" como definiu o alemão. O finlandês ficou com o 12º tempo. À medida que a sessão avançava, a pista tornava-se mais e mais veloz.Ralf fez 1min22s413, marca 55 milésimos pior que a de Trulli. Mas as possibilidades de Ralf vencer a corrida são maiores. Trulli falou do seu tempo: "Estou surpreso, meu carro não está tão bem equilibrado." Como foi o oitavo a deixar os boxes, o último dos quatro melhores times, encontrou o asfalto bem mais limpo pelos que registraram suas marcas antes. A média horária da volta caiu no novo circuito. Rubinho foi pole em 2002 com 1min13s333, à média de 195,1 km/h, e nesta sexta Trulli fez 1min22s358, à média de 191,5 km/h. Inconformado com a imprensa de modo geral que o vê fora da disputa pelo título, por estar com 53 pontos diante de 71 de Schumacher e 65 de Montoya, Ralf comentou: "Espere até depois da corrida, domingo, e vocês verão se eu estou ou não na luta." Seu retrospecto no GP da Hungria nos dois anos que dividiu a Williams com Montoya é bem superior ao do colombiano. Montoya não marcou pontos em 2001 e no ano passado, e não por quebra do equipamento, enquanto Ralf foi quarto em 2001 e terceiro no último campeonato. Cristiano da Matta, da Toyota, terá hoje uma tarefa complicada: obter um bom tempo na classificação mesmo sendo o primeiro a sair para a pista. Nesta sexta ele rodou na pré-classificação. "Não creio que errei, me parece que o controle de tração deixou de funcionar", disse. A rede Globo transmite o treino que definirá o grid do GP da Hungria, neste sábado, a partir das 9 horas.

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