Schumacher diz que não há crise

O piloto alemão Michael Schumacher, pentacampeão mundial da Fórmula 1, advertiu a seus rivais que não tenham ilusões, nem tirem conclusões erradas com base nas duas primeiras corridas da temporada e negou que a sua equipe, a Ferrari, esteja em crise. Schumacher, que bateu no piloto italiano Jarno Trulli no GP da Malásia, domingo, ainda não subiu ao pódio este ano. "As duas corridas tiveram circunstâncias especiais e meus erros não me ajudaram. Há corridas em que as outras equipes têm vantagem e outras em que nós temos vantagem", disse. Segundo Schumacher, "seria demasiada presunção supor que podemos repetir nesta temporada os grandes êxitos de 2002 - nunca acreditamos nisso". Apesar das declarações de Schumacher, a Ferrari dá sinais de que enfrenta um começo de crise. Tanto que marcou para amanhã uma reunião para debater seu tumultuado início de temporada. "Queremos seguir ganhando, mas está claro que era previsível uma queda em relação aos níveis do nosso incrível ano passado", disse Jean Todt, diretor-esportivo da equipe, que decidiu manter a estréia do novo modelo F2003-GA para 20 de abril, em Imola, e correr o GP do Brasil com a F2002. "Não mudaremos o nosso cronograma. Contamos ter em Imola dois carros novos, mas primeiro queremos ter absoluta confiabilidade. A F2003-GA é um passo adiante, mas é muito cedo para dizer que o carro está pronto", disse Todt.

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