Schumacher e Rubinho animados para GP

Ao mesmo tempo em que Trulli, da Toyota, deixava público seu receio de sofrer neste domingo, ao longo das 73 voltas do GP dos Estados Unidos, um sério acidente como Ralf Schumacher, apesar de largar na pole position, Michael Schumacher e Rubens Barrichello lembravam que, ao contrário dos seus concorrentes, não têm problemas de pneus. A Ferrari compete com Bridgestone, enquanto Toyota, McLaren, Renault, BAR, Williams, Sauber e Red Bull com Michelin."Nunca estive tão animado, este ano, como aqui em Indianápolis", afirmou Schumacher em seguida a obter o 5.º lugar no grid. "Desde sexta-feira havia ficado claro para mim que seríamos competitivos aqui." Já Rubinho lamentou a 7.ª colocação: "Esperava mais. De qualquer forma, como vimos no Canadá, nosso ritmo de corrida é muito bom." Rubinho largou dos boxes, por quebra do câmbio, e classificou-se em terceiro, num grande trabalho.Os dois aguardam com ansiedade a decisão da direção de prova depois da bandeirada. Os pilotos da Michelin, por terem substituído os pneus, ainda que por motivos de segurança, serão punidos de alguma forma. Se não for dentro da pista, que seja então com a pena imposta aos concorrentes. A verdade é que Schumacher e Rubinho nunca tiveram chance tão boa de vencer uma etapa do campeonato, este ano, como no circuito de Indianápolis.Kimi Raikkonen, da McLaren, segundo no grid, apesar de competir com Michelin, estava tranqüilo. "Nós não tivemos dificuldade alguma até agora." O exame dos pneus da McLaren não acusou as rachaduras encontradas nos pneus dos carros da Toyota, por exemplo. "O que sei é que não estou certo de que nossos concorrentes têm o mesmo volume de gasolina do meu carro. Considero que as possibilidades de ganhar a corrida são grandes", afirmou sem modéstia.Já o líder do campeonato, Fernando Alonso, da Renault, reconheceu: "Tão estamos tão competitivos como no Canadá." Larga em 6.º. "Uma colocação no pódio no GP dos Estados Unidos será um bom resultado." Pela segunda vez no ano seu companheiro, Giancarlo Fisichella, sai na sua frente, em quarto. Como a McLaren parece estar mais veloz que a Renault em Indianápolis, a diferença entre Raikkonen e Alonso pode tornar-se menor antes de a Fórmula 1 regressar à Europa para os GP da França, décima do calendário, dia 3 de julho. Alonso tem 59 pontos e Raikkonen, 37.Felipe Massa lutará por pontos, como fez no circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, domingo. A previsão vem dele próprio. "Largar em décimo é, por enquanto, o nosso limite. Tirei o máximo do nosso carro, que é melhor em corrida." No traçado canadense era o 11.º no grid e classificou-se em quarto, numa das suas melhores performances na Fórmula 1.Como sempre acontece em Indianápolis, diante da cultura histórica da cidade pelo automobilismo, um grande público é esperado, neste domingo, no circuito. Mas Bernie Ecclestone, promotor do Mundial, reclamou de não ver promoção alguma para a prova. "Mesmo assistindo às TVs você não fica sabendo da existência do evento. Não fosse as pessoas daqui gostarem de corrida de carro haveria menos gente nas arquibancadas."

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