Schumacher exalta volta da eletrônica

Michael Schumacher afirmou nesta segunda-feira que a volta de alguns recursos eletrônicos à Fórmula 1, como o controle de tração, já a partir da próxima etapa do Mundial, de sexta-feira a domingo em Barcelona, aumentará a diferença de desempenho entre ele e Rubens Barrichello. "Sou a favor dessas mudanças", disse o alemão da Ferrari. "Poderemos pilotar em limites mais altos e eu diria, com a minha experiência, que a diferença entre os meus tempos e os de meu companheiro serão maiores." Na corrida de Ímola, dia 15, Barrichello largou em sexto, 193 milésimos de segundo atrás de Schumacher, quarto no grid. Na etapa anterior, em Interlagos, essa diferença, sempre a favor de Schumacher, foi de 411 milésimos, enquanto na Malásia ficou em 99 milésimos, e na abertura do campeonato, na Austrália, 371 milésimos. Na média das quatro etapas já disputadas, o brasileiro foi, nas sessões de classificação, 268 milésimos mais lento que o parceiro de Ferrari. Para Schumacher, que nunca dividiu a equipe com um piloto que registrasse tempos tão próximos dos dele, essa situação irá mudar já a partir do GP da Espanha. "Eu nunca tomei tempo de meus companheiros em trechos de aceleração, nas saídas de curva. O controle de tração nos dará mais liberdade para sermos ainda mais rápidos." Para ele, ao contrário do que muitos defendem, a eletrônica embarcada não vai nivelar por baixo a Fórmula 1, mas por cima. "Seremos mais exigidos porque os limites do carro serão mais altos." Barrichello tem ponto de vista diferente: "O controle de tração iguala pilotos pouco sensíveis àqueles que sabem, apenas com o uso correto do pedal do acelerador, perder menos tempo nas saídas de curva." Sexta-feira, depois dos primeiros treinos livres da prova de Barcelona, a Fórmula 1 começará saber quem tem mais razão.

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