Schumacher não iguala marca de Senna

Não foi desta vez que Michael Schumacher igualou a marca de seis vitórias de Ayrton Senna no GP de Mônaco. Mas não foi por falta de tentativa. "Se não fosse o tráfego nas duas voltas seguintes que eu deixei os boxes, depois do meu pit stop (volta 44), acho que daria para ganhar", falou o alemão. É que se tivesse diminuído três ou quatro segundos mais a diferença que o separava de David Coulthard, o escocês deixaria os boxes, depois do seu pit stop (volta 51), atrás do piloto da Ferrari. "Essa situação é típica de Mônaco. Ainda que você seja mais veloz, não há outra coisa a fazer a não ser ter paciência." Schumacher não reclamou, mas disse que o ritmo lento de Juan Pablo Montoya, da Williams, foi a razão de Coulthard ter aberto a vantagem (8 segundos e 506 milésimos na 45ª volta) que lhe permitiu fazer o pit stop e retornar à pista na sua frente. "Montoya estava dirigindo acima do limite. O carro balançava para lá e para cá, estava vendo a hora que iria bater, por isso tomei certa distância para não me envolver no acidente." Até a metade da prova, Coulthard em primeiro, Montoya em segundo e Schumacher em terceiro andaram separados por distâncias mínimas. "Acelerei o que dava atrás de Coulthard porque aqui em Montecarlo pode acontecer de tudo, mas ele não me deu a menor chance de ultrapassá-lo e mereceu vencer." Nas seis etapas já disputadas nesta temporada, Schumacher venceu quatro, foi terceiro na Malásia e neste domingo terminou em segundo. Em outras palavras: em todas chegou ao pódio. E a Ferrari não sabe o que não é conquistar o pódio, com ao menos um de seus pilotos, há 43 corridas. Desde o GP da Europa de 1999 que a equipe italiana tem pelo menos um dos seus representantes dentre os três primeiros. Entre os construtores a Ferrari tem até agora, este ano, 72 pontos, diante de 54 da Williams e 24 da McLaren. Ralf Schumacher, da Williams, terceiro colocado neste domingo, lembrou que esta foi a primeira vez, desde que estreou na Fórmula 1, em 1997, que conseguiu completar o GP de Mônaco. "A última vez foi na Fórmula 3, em 1994 ou 1995", disse ele, contente com o terceiro lugar, apesar de cruzar a linha de chegada quase uma volta atrás de Coulthard e Schumacher. "Esta deveria ser uma das piores pistas para o nosso carro, mas com as modificações que fizemos e o bom desempenho da Michelin fomos melhores do que imaginávamos." Desapontado - Na 46ª volta, de um total de 78, Montoya, segundo colocado àquela altura, deslocou sua Williams para a esquerda para Ralf o ultrapassá-lo em frente aos boxes. "Posso garantir que não era ordem de equipe", falou Ralf, referindo-se ao ocorrido na Áustria entre os pilotos da Ferrari. Montoya se arrastava na pista, com o motor BMW quebrado. "Estou desapontado. Tive uma má largada, mas conseguia manter Schumacher atrás de mim e tinha certeza de que lhe roubaria alguns pontos." A perda de desempenho da Williams, na corrida, foi causada por um desgaste não esperado nos pneus traseiros, não verificado, por exemplo, no carro da McLaren do vencedor. Ambos usam Michelin. A Ferrari tem Bridgestone. A explicação é do engenheiro chefe da equipe inglesa, Sam Michael. Ralf teve até de fazer um pit stop extra, na 65ª volta, com problema com o pneu traseiro esquerdo.

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