Schumacher não teme novo regulamento

Com o fim da temporada, domingo em Interlagos, o assunto na Fórmula 1 é o próximo Mundial, programado para começar dia 6 de março na Austrália, principalmente porque as mudanças no regulamento técnico e esportivo serão significativas. Se a drástica limitação de testes imposta à Ferrari pelas nove demais equipes passar mesmo, como parece que será o caso, o time italiano perderá importante área onde se desenvolve mais que os concorrentes. Para Michael Schumacher, no entanto, não mudará nada na Fórmula 1: "Meus anos de experiência demonstram que as novas regras serão irrelevantes, os melhores times continuarão vencendo." O piloto alemão, sete vezes campeão do mundo, falou mais: "Nós temos sido os melhores há um bom tempo e vocês podem apostar que nossa intenção é manter as coisas como estão por um bom período ainda." Schumacher deve voltar a pilotar um carro de Fórmula 1 apenas em janeiro, como normalmente faz ao tirar pouco mais de dois meses de férias. A maior parte do regulamento está definida. O motor deverá resistir a dois GPs e não um, como hoje, será permitido apenas um jogo de pneus para a classificação e a corrida, e não quatro, como agora, além de corte de 20% na geração de pressão aerodinâmica. Mas o mais importante é a tomada de posição de todas as escuderias contra a Ferrari. Elas exigem que Jean Todt, diretor-esportivo de Maranello, assine a proposta de limitar os treinos particulares a dez dias durante o período de campeonato. A Ferrari é a organização que mais testes privados realiza. Hoje o diretor geral da BAR, equipe sensação do Mundial, David Richards, afirmou que Todt deveria inspirar-se no genial Valentino Rossi, campeão na Motovelocidade, este ano, com a Yamaha. A entrevista saiu do site da revista Autosport. "Quantos títulos ele poderia conquistar se permanecesse na Honda? Preferiu, no entanto, aceitar o desafio e mostrou que poderia superá-lo." Rochards prosseguiu: "A Ferrari deveria encarar o desafio também, seria uma chance de provar o quanto é grande, o esporte precisa disso."

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