Schumacher: salário de U$ 42 milhões

Enquanto os mecânicos iniciavam hoje a montagem dos carros que irão disputar, já a partir de quinta-feira, a sétima etapa do Mundial, nas ruas do principado, a Ferrari anunciava, na Itália, com um comunicado de apenas duas linhas, a renovação dos contratos de seus dois pilotos: Michael Schumacher e Rubens Barrichello. O alemão teve o seu compromisso estendido até o fim de 2004, conforme desejava, enquanto Rubinho teve de se contentar com apenas mais um ano na Ferrari. Ele queria três."Não tinha dúvida de que permaneceria na equipe, em especial depois da renovação dos contratos de Jean Todt, Ross Brawn e Paolo Martinelli", afirmou hoje o alemão. Ao que se sabe, Schumacher vai continuar ganhando US$ 42 milhões por ano da equipe. Participam do rateio para pagá-lo a Shell, com a maior porcentagem, a Philip Morris, dona da marca Marlboro, e a Fiat, proprietária da Ferrari. Como o atual campeão do mundo já afirmou que deverá correr até os 36 anos e hoje está com 32, tudo indica mesmo que ele irá encerrar a carreira na Ferrari no fim de 2004."Sinto-me muito bem aqui, isso tudo é a segunda família para mim", afirmou hoje Schumacher, em Mônaco, onde à noite participou de um jogo de futebol beneficente. "Chegamos logo a um acordo." O fato de Todt, diretor-esportivo, Brown, diretor-técnico, e Martinelli, responsável pelos motores, terem renovado seus contratos até o fim de 2004 mostrou-se decisivo na escolha de Schumacher. Nos próximos anos a Ferrari terá de se preocupar em refazer sua "espinha dorsal" para enfrentar o período que irá se seguir a saída em grupo, ao que tudo indica, de todos eles.Rubens Barrichello sempre afirmou, desde que foi contratado pela Ferrari, que Schumacher representava o presente e ele o futuro. Ao impor que seu compromisso se estende-se por apenas mais um ano, a direção da equipe acena com todas as possibilidades para as próximas temporadas, menos a de que Rubinho será o seu futuro piloto número 1.Como sempre, as relações do piloto com parte da equipe, a exemplo do que ocorria na Jordan, são difíceis. Os assessores de imprensa da Ferrari não podem, por exemplo, ligar para o seu telefone celular, por ordem do piloto. Por isso no comunicado oficial da Ferrari não havia uma única palavra do brasileiro a respeito de ficar mais um ano no time italiano.Com a Ferrari já anunciando a sua dupla de pilotos para 2002 e Ron Dennis, da McLaren, tendo declarado na Áustria não ver razão para substituir Mika Hakkinen ou David Coulthard, as principais equipes da F-1 deverão permanecer como estão no ano que vem. A Williams, outra força hoje do Mundial, também não irá alterar seus pilotos, Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya, com contratos já assinados também para 2002. A partir de quinta-feira, esses seis pilotos, dos três melhores times da F-1, junto de 16 de seus colegas iniciam a disputa do GP de Mônaco, o mais tradicional da temporada. Tudo é diferente no principado, a começar pelos treinos, que ocorrem na quinta-feira e no sábado. Hoje o tempo melhorou no Sul da França, onde acha-se o território do príncipe Rainier Grimaldi II, mas a possibilidade de chuva para o fim de semana persiste.

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