Schumacher sonha com Hockenheim

Pouco antes de entrar em campo, nesta quarta-feira, no estádio de Mannheim, na Alemanha, para uma partida de futebol beneficente, Michael Schumacher afirmou. "Disputar o GP da Alemanha já como campeão do mundo é algo definitivamente especial para mim." Dentro do estádio pelo menos 20 mil pessoas o aguardavam, mas ele comentou mesmo foi sobre a prova de Hockenheim. "Estou ansioso para ver todos os fãs acenando suas bandeiras enquanto eu estiver na pista." A Rádio e Televisão Alemã (RTL) promoveu nesta quarta-feira um jogo entre uma equipe escolhida por Michael Schumacher e outra, Allstars, formada por esportistas e ídolos da música alemã. O alemão convidou vários jogadores famosos, mas a maioria estava de férias ou em atividade nos seus clubes. Lothar Matthews, ex-campeão da seleção alemã, aceitou ser técnico do time. No fim, o ótimo público presente no estádio da pequena Mannheim, localizada a 20 quilômetros do circuito de Hockenheim, aplaudiu debaixo de chuva fina seu ídolo, Schumacher, marcar o gol na última cobrança de pênalti, na série de cinco, e dar a vitória à equipe dos amigos do piloto. No tempo normal a partida terminou 8 a 8. Nos pênaltis deu Schumacher, 5 a 4. O alemão fez dois gols no jogo. A renda foi repassada para a Unesco, de quem o piloto da Ferrari é "embaixador." A mesma temperatura de 22 graus e tempo chuvoso foi anunciada nesta quarta-feira pela TV alemã como previsão para todo o fim de semana. São muito boas, segundo a meteorologia, as chances de os pilotos conhecerem o novo circuito de Hockenheim sob chuva. A notícia é boa para Rubens Barrichello, da Ferrari, que obteve suas duas vitórias na Fórmula 1 em pistas alemãs, sendo a primeira delas no velho traçado de Hockenheim, com o asfalto molhado a maior parte do tempo. É enorme o interesse dos torcedores alemães pela prova, a 12ª da temporada. A RTL prometeu uma recepção como nunca a Fórmula 1 viu a Schumacher, com 150 mil pessoas, no autódromo, usando camisetas com a foto do piloto e acenando uma bandeira da Alemanha. Ao contrário de Schumacher que vive momento único na carreira, seu irmão, Ralf, está passando por um período difícil com a ascensão de seu companheiro de Williams, o colombiano Juan Pablo Montoya, autor das cinco últimas pole positions. Competir em casa pode ser para Frank Williams, sócio do seu time, o estímulo que ele esteja precisando para reverter a série de sucessos seguidos de Montoya com relação ao seu trabalho. "Ralf está mesmo sob pressão, embora pessoalmente não me importe com quem vença. A realidade é que estamos precisando urgentemente de nova vitória." Frank Williams referia-se ao avanço da McLaren no Mundial de Construtores, que pode até acabar como vice-campeã no fim do ano. A Williams tem 66 pontos diante de 47 da McLaren. A Ferrari, em primeiro, já soma 128. Até esta quarta-feira à noite os caminhões da equipe Arrows, diferentemente dos das demais dez equipes da Fórmula 1, ainda não haviam chegado ao circuito de Hockenheim, por isso a participação do alemão Heinz-Harald Frentzen e do brasileiro Enrique Bernoldi é dúvida. A Arrows atravessa situação financeira delicada. Já o italiano Giancarlo Fisichella, da Jordan, deve disputar a corrida. Ele bateu com enorme violência nos treinos livres de sábado do GP da França, em Magny-Cours, e nem correu. O médico da Fórmula 1, Sid Watkins, compreendeu que a desaceleração sofrida por ele foi por bastante intensa e, por bem, o proibiu de competir. Agora ele diz estar bem melhor. Para o diretor-técnico da Ferrari, Ross Brawn, o novo traçado de Hockenheim, em que suas duas maiores retas foram suprimidas, o desafio de acertar o carro, grande até ano passado, será bem menor. "Antes tínhamos de adotar pouca asa, agora bem mais. O carro terá maior aderência naturalmente."

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