Schumacher vence de novo. Rubinho é 4º

Se o GP da Austrália levantou as suspeitas de que Michael Schumacher e a Ferrari podem ser, de novo, campeões do mundo com alguma facilidade, o GP da Malásia, disputado neste domingo no circuito de Sepang, quase que comprovou o que a Fórmula 1 não gostaria de admitir: só uma grande surpresa, sempre possível, lógico, irá tirar do notável piloto alemão seu sétimo título mundial, o quinto seguido. Schumacher venceu a prova com imensa autoridade, apesar do avanço da Williams, com Juan Pablo Montoya, segundo colocado, 5 segundos atrás, e do surpreendente Jenson Button, da BAR, terceiro.Schumacher e a Ferrari desta vez inovaram, ao vencer na pista em que as principais equipes da Michelin, Williams, Renault e McLaren, deveriam ganhar sem muita resistência, como ocorreu nos dois últimos anos. O forte calor da Malásia era aguardado como nunca por esses times depois da vitória arrasadora da Ferrari na Austrália. Pois nem as elevadas temperaturas deram jeito.A Bridgestone, fornecedora de pneus da Ferrari, como a equipe italiana com seu modelo F2004, desenvolveu pneus que, agora, aceitam quase tão bem o calor quanto o concorrente. Williams, Renault e McLaren ficaram meio sem saída. Bem como os promotores do Mundial, que projetavam, com fundamentadas razões, um campeonato semelhante ao do ano passado, definido apenas na etapa de encerramento. "É claro que estar na liderança torna as coisas mais fáceis do que em 2003, quando a esta altura estava bem atrás dos líderes", disse Schumacher, respondendo sobre se já se sente o maior candidato ao título. "Disputamos apenas duas provas e conhecemos a capacidade de reação de nossos adversários. É preciso ser bem realista."O alemão elogiou os japoneses da Bridgestone: "Nos dois últimos anos tivemos vários problemas aqui, assistimos a nossos concorrentes na pista, enquanto desta vez fomos suficientemente velozes nos momentos chaves." Ele se referia à maior aproximação de Montoya quando saía dos boxes, depois dos três pit stops realizados por ambos. Os pneus Michelin lhe davam maior velocidade que os Bridgestone nessa condição. "Não foi uma vitória fácil, ao contrário, tive de exigir tudo o tempo todo. Senti a pressão atrás de mim as 56 voltas", comentou Schumacher que já quinta-feira irá treinar em Mugello, visando a próxima etapa do campeonato, dia 4, em Bahrein, a estréia da Fórmula 1 no Oriente Médio.Nem mesmo as difíceis condições do início da corrida, geradas pela leve chuva que caía em parte do circuito, levaram Schumacher a cometer o menor erro, como muitos pilotos, a exemplo do companheiro, Rubens Barrichello, quarto neste domingo. "Não tinha idéia de como estava a pista porque era o primeiro (largou na pole position). Vi logo que o asfalto nas curvas 4 e 11 tinham água e estava muito escorregadio." A sua escolha pelos pneus macios mostrou-se decisiva para manter-se sem maiores dificuldades na pista nessa hora. Rubinho apostou pelos mais duros, mas o calor foi menor neste domingo que nos dias anteriores do GP da Malásia. O asfalto não passou de 44 graus, enquanto sexta-feira e sábado atingiu 55 graus.Montoya foi quem mais se aproximou de Schumacher. "Nossos pneus funcionaram bem melhor que na Austrália e no instante que poderia atacar Michael, depois do meu terceiro pit stop (39ª volta), voltei para a pista atrás de Rubens." Chegou a acusar o amigo: "Tentei ultrapassá-lo mas ele quase me pôs para fora. Compreendi logo que estava defendendo o companheiro, que liderava." Para o colombiano, o mais importante foi a evolução da Williams e da Michelin de uma corrida para a outra.Já a Renault ficou um pouco a desejar em Sepang. Seus pilotos, no entanto, tiveram enorme responsabilidade na falta de um resultado melhor. Jarno Trulli classificou-se em quinto e Fernando Alonso, em sétimo. Trulli foi o inconstante de sempre, chegou a bater rodas na largada com Jenson Button, e Alonso, que largou em penúltimo, por errar na sessão que definiu o grid, sábado, não tinha como fazer mais mesmo. Felipe Massa, da Sauber, marcou seu primeiro ponto do ano, ao conseguir boa oitava colocação, e Cristiano da Matta, da Toyota, foi nono. Confira o resultado do GP da Malásia: 1) Michael Schumacher (ALE) - Ferrari - 1h31min07s490 - média de 204,384 km/h. 2) Juan Pablo Montoya (COL) - Williams - a 5s022 3) Jenson Button (ING) - BAR - a 11s568 4)Rubens Barrichello (BRA) - Ferrari - a 13s616 5) Jarno Trulli (ITA) - Renault - a 37s360 6) David Coulthard (ESC) - McLaren - 53s098 7) Fernando Alonso (ESP) - Renault - a 1min07s817 8) Felipe Massa (BRA) - Sauber - a 1 volta 9) Cristiano da Matta (BRA) - Toyota - a 1 volta 10) Christian Klien (AUT) - Jaguar - a 1 volta 11) Giancarlo Fisichella (ITA) - Sauber - a 1 volta 12) Olivier Panis (Toyota) - a 1 volta 13) Giorgio Pantano (ITA) - a 1 volta 14) Gianmaria Bruni (ITA) - Minardi - a três voltas 15) Takuma Sato (JAP) - BAR - a quatro voltas 16) Zsolt Baumgartner (HUN) - Minardi - a quatro voltas Não completaram a prova: Kimi Raikkonen (FIN) - McLaren Nick Heidfeld (ALE) - Jordan Ralf Schumacher (ALE) - Williams Mark Webber (AUS) - Jaguar Confira a classificação do Mundial de Pilotos: 1) Michael Schumacher (ALE) - 20 pontos 2) Rubens Barrichello (BRA) - 13 3) Juan Pablo Montoya (COL) - 12 4) Jenson Button (ING) - 9 5) Fernando Alonso (ESP) - 8 6) Jarno Trulli (ITA) - 6 7) Ralf Schumacher (ALE) - 5 8) David Coulthard (ESC) - 4 9) Felipe Massa (BRA) - 1 Confira a classificação do Mundial dos Construtores: 1) Ferrari - 33 pontos 2) Williams - 17 3) Renault - 14 4) BAR - 9 5) McLaren - 4 6) Sauber - 1

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