Schumacher vence GP no Japão

O GP do Japão, neste domingo em Suzuka, deveria ser uma reverência ao passado, pelas aposentadorias de um campeão como Mika Hakkinen e de um "amigo de todos" como o emotivo Jean Alesi. Mas acabou por valorizar o presente, pela forma irretocável como Michael Schumacher conquistou a nona vitória no campeonato, cheia de recordes, e projetar um belo futuro para a Fórmula 1, onde uma nova geração de ídolos já expõe a face na competição.O colombiano Juan Pablo Montoya e a Williams concluíram a temporada como deverão iniciar o Mundial que começa dia 3 de março na Austrália: lutando com Michael Schumacher e a Ferrari pela primeira colocação.Montoya cruzou a linha de chegada em segundo, três segundos atrás, enquanto o gentleman Hakkinen ofereceu a David Coulthard, da McLaren, o terceiro lugar, garantindo-lhe o vice-campeonato. "Foi uma maneira de reconhecer a sua ajuda nos seis anos juntos na equipe", falou o finlandês, quarto colocado.Já no sábado Schumacher começou a cumprir a promessa de que seu desempenho em Suzuka "seria outro". Ele admitiu que em Monza e Indianápolis, provas anteriores, não havia "dado o máximo." O alemão impôs uma diferença de 7 décimos de segundo para o segundo no grid, Montoya, ao estabelecer a 43.ª pole da carreira. Neste domingo o piloto da Ferrari obteve sua 53.ª vitória e registrou novo recorde de número de pontos na história: 801 diante de 798,5 de Alain Prost.Schumacher igualou ainda o recorde de vitórias numa mesma temporada, 9, dele mesmo em 1995 e 2000, e de Nigel Mansell, em 1992, e ainda bateu o recorde de maior diferença para o segundo classificado, 58 pontos. Ao final das 17 etapas ele somou 123 pontos enquanto Coulthard chegou a 65. Em 1992, Mansell havia imposto uma diferença de 52 pontos para Riccardo Patrese, ambos da Williams. O alemão já havia nos Estados Unidos superado o recorde de número de pontos em uma mesma temporada, ao somar 113 pontos. No ano passado ele tinha feito 108 pontos, a mesma marca de Mansell em 1992.Kimi Raikkonen, jovem finlandês, um tanto perdido desde que foi anunciada a sua transferência da Sauber para a McLaren, é um representante da geração de novos ídolos que deverá substituir a que há uma década habita a Fórmula 1. Ontem Raikkonen rodou sozinho, bateu e levou consigo Alesi, que estava prestes a igualar o recorde de bandeiradas. O francês concluiu todas as etapas até o GP dos Estados Unidos.Caso chegasse ao fim, neste domingo, se equipararia ao norte-americano Richie Ginther, que em 1964 também levou sua BRM ao final de todas as provas daquela temporada, ainda que fossem apenas 10. Raikkonen, no entanto, é mais do que vem mostrando ultimamente. Outros exemplos de possíveis novos Hakkinens: Jenson Button, da Renault (nome da Benetton em 2002), Fernando Alonso, Minardi, Felipe Massa, Sauber. Será deles a Fórmula 1.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2001 | 05h52

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