Schummy confirma previsão no Canadá

Michael Schumacher tinha razão quando afirmou, sexta-feira, não estar preocupado com o fato de Mika Hakkinen, da McLaren, ter ficado em primeiro e ele com o 11.º tempo. "Estaremos na frente na classificação e na corrida." Ao menos hoje, na sessão que definiu o grid do GP do Canadá, o alemão confirmou o que dissera. Ele larga na pole position e Hakkinen, apenas em oitavo. Ralf, da Williams, forma a primeira fila da família Schumacher na oitava etapa do Mundial. Antes do início dos treinos em Montreal, a imprensa canadense abriu em manchete a declaração de Schumacher que criticava o circuito Gilles Villeneuve. "Meu estilo não se adapta a essa pista pouco seletiva." O que não ocorreria, então, num traçado da sua preferência? Foi a sexta pole position de Schumacher no Canadá, a sexta no campeonato e a 38.ª da carreira. Ayrton Senna lidera o ranking com 65 poles. "O desafio aqui é frear no fim de retas longas, o que é mais fácil que contornar, por exemplo, as velozes curvas de Spa-Francorchamps." O líder do Mundial não prevê para amanhã uma corrida fácil. "Nós não treinamos aqui e tenho algumas dúvidas de como acertar o carro para as 69 voltas da prova", disse Schumacher. Já o segundo na classificação, e terceiro no grid, David Coulthard, da McLaren, acredita que seu time será mais competitivo amanhã que hoje. "Esse resultado é muito bom para as circunstâncias em que treinei." O escocês comentou saber que estaria longe da luta pela pole. Adrian Newey, o projetista da McLaren, não viajou para a Canadá em razão da enorme polêmica em que se envolveu, ao assinar um contrato com a Jaguar. Coulthard conseguiu deixar Jarno Trulli, da Jordan, em quarto no treino de hoje apenas nos segundos finais. Ralf Schumacher confirmou o que se esperava da Williams no Canadá: ao menos um dos carros na primeira fila do grid, ainda que a mais de meio segundo (515 milésimos) de Schumacher. Juan Pablo Montoya, seu companheiro, já com uma imagem não tão boa na F-1, larga em 10.º. "Nós tínhamos problemas com os pneus (Michelin), que não se aqueciam como precisavam." Como à tarde fez mais calor e a equipe mexeu certo no ajuste do carro, segundo Ralf, o comportamento do conjunto Williams-BMW melhorou muito. "A equipe me perguntou como eu consegui esse resultado e nem eu soube explicar." Rubens Barrichello bateu feio no muro dos campeões, na entrada da reta dos boxes. Já se acidentaram lá com a mesma violência Michael Schumacher, Jacques Villeneuve e Damon Hill, dentre tantos outros pilotos. Ele acabou em quinto com sua Ferrari. "É um dia para esquecer", disse. Rubinho passou muito rápido sobre a zebra da última chicane, o que provocou um toque do fundo do carro. Sua Ferrari saiu alguns centímetros do solo. Quando as rodas dianteiras tocaram o asfalto, o muro já estava perto demais para poder desviar. Seu melhor tempo foi registrado com o modelo reserva, ajustado inicialmente para Schumacher. Como ele recebeu ajuda dos mecânicos fora da área dos boxes da Ferrari, a escuderia foi multada. Quem fez uma grande festa em Montreal, contrariando seu caráter muito frio, foi o talentoso finandês Kimi Raikkonen, da Sauber, sétimo no grid. "Pela primeira vez vou largar na frente de Häkä (Mika Hakkinen)." Nunca o Brasil teve cinco pilotos no grid de uma etapa do Mundial de F-1. Amanhã terá. A corrida começa às 14 horas. Além de Rubinho, quinto, Ricardo Zonta também participa do GP do Canadá, pela Jordan, substituindo Heinz-Harald Frentzen, que ainda sente os efeitos do acidente em Mônaco. Zonta é o 12.º no grid. Enrique Bernoldi, Arrows, sai em 17.º, Luciano Burti, Prost, 19.º, e Tarso Marques, Minardi, em 21.º.

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