Schummy diz que não riu de Coulthard

A exemplo do que já havia feito depois do GP da Malásia, Michael Schumacher desmentiu hoje que teria rido quando soube do abandono de David Coulthard, da McLaren, no GP da Alemanha, domingo, prova que também não concluiu. "Eu soube apenas depois que ele havia deixado a competição." As imagens gravadas pela televisão alemã, no entanto, não deixam dúvida. Michael não escondeu sua satisfação ao ouvir no rádio que seu adversário tivera o motor quebrado.Logo depois de cruzar a linha de chegada no GP da Malásia, este ano, o piloto alemão, prestes a se tornar quatro vezes campeão do mundo, disse a sua equipe, a Ferrari, através do sistema de rádio: "Esta corrida foi uma das mais chatas que disputei. Podia parar nos boxes, tomar um cafezinho que mesmo assim ficaria em primeiro." Como os responsáveis pela geração de imagem e som do evento disponibilizaram num canal essas conversas, todos ouviram com clareza as palavras de Michael. Na entrevista coletiva, o piloto demonstrou surpresa ao ver que todos haviam escutado o que dissera."Eu estava me referindo ao fato de Rubens Barrichello ter entrado primeiro para fazer o pit stop e eu ter de aguardar, atrás dele, toda a operação para então os mecânicos agirem no meu carro." Chovia muito àquela hora. Obviamente ninguém acreditou.Como não há quem possa aceitar a explicação de hoje. Coulthard se classificaria, provavelmente, na segunda colocação se não abandonasse o GP da Alemanha, o que o permitiria reduzir de 37 para 31 pontos a diferença que o separa de Michael na classificação do Mundial. Não mudaria o destino da competição, apenas retardaria um pouco mais a definição do campeonato.Na 23ª volta da corrida de Hockenheim, domingo, Michael encostou sua Ferrari com problemas de falta de pressão de gasolina. Ele ficou atrás do guard-rail e, de posse de um velho rádio usado por um comissário do posto próximo, acompanhou de lá mesmo o fim da prova, na 45ª volta. Apenas quatro voltas depois de Michael, Coulthard parou com o motor Mercedes estourado. Ao ouvir a narração do locutor, Michael abriu o maior sorriso de satisfação, afinal o título poderia ser conquistado já na etapa seguinte do Mundial, dia 19 na Hungria.O mesmo histórico técnico excepcional de Michael nas pistas não encontra no seu comportamento como cidadão equivalência profissional e humana. Não se trata de interpretação de uma ou outra situação, mas de fatos documentados contra ele, como a gravação do diálogo com o seu time, em Sepang, na Malásia, e as inconfundíveis imagens registradas pela TV em Hockenheim, domingo. Como também não convenceram ninguém suas explicações nas corridas que definiram o campeão de 1994, em Adelaide, na Austrália, em que jogou deliberadamente Damon Hill para fora da pista, e o de 1997, em Jerez, quando fez aquele papelão com Jacques Villeneuve, tentando tirá-lo da prova.Grã-Bretanha fora do Mundial - Os dirigentes da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) enviaram à empresa Octagon Motorsport, responsável pela promoção e organização da prova de Silverstone, um extenso questionário para saber as razões dos novos e imensos problemas causados a todos, pela quase impossibilidade de se chegar ao autódromo. Na temporada passada, grande parte dos que compraram ingressos voltou para casa porque a polícia proibiu o acesso a Silverstone, em razão da interrupção do tráfego. Comenta-se que a FIA vai excluir a Grã-Bretanha da próxima edição do calendário, a ser definido em outubro, para readmiti-lo em 2003, quando os US$ 60 milhões de dólares que a Octagon vai investir em infra-estrutura tornar o evento viável.

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