Schummy: números não são absolutos

Michael Schumacher não passa um dia, nos fins de semana de corrida, sem afirmar que os números pouco lhe importam. "Não corro por eles, mas pelo prazer de pilotar. As estatísticas representam a conseqüência desse trabalho." O piloto alemão já declarou também: "Talvez um dia, quando parar de competir, eu possa sentar com meus filhos e diante dessas comparações todas de performance que são feitas eu compreenda seu significado." Para ele, não há como comparar o presente e o passado na Formula 1. Mas independente da visão de Schumacher, os números existem e se não refletem com precisão, por não computarem umsérie de fatores que os possa explicar, não deixam também de traduzir um pouco da história de cada um na competição. Por vezes o confronto do que um piloto fez com o outro é mesmo injusto. Juan Manuel Fangio, por exemplo, disputou apenas 51 GPs e somou 277,5 pontos. Já Schumacher participou de 172 provas para conquistar 897 pontos. O argentino tem média de 5,44. Schumacher, 5,21. As amostragens são, dentre outros fatores, bastante diversas. Fangio corria quando o campeonato tinha 7 ou 8 etapas. Não havia mesmo como conseguir números tão expressivos quantoSchumacher, que vive a era das 16 ou 17 corridas por ano. Seja como for, quem observa os rankings dos vários parâmetros de desempenho na Fórmula 1 constata que em quase todos eles existe um líder, Michael Schumacher.Números a bater - Caso conquiste mais um mundial no próximo ano, Schumacher superará Fangio em títulos, com 6, mas apenas o igualará no número de títulos consecutivos: o argentino conquistou quatro entre 1954 e 1957. Outro número que segue imbatível é o de GPs vencidos consecutivamente: nos campeonatos de 1952 e 1953 o italiano Alberto Ascari ganhou nove vezes seguidas. Brasil - Outra marca que ainda parece bem distante do alcance do pentacampeão pertence a Ayrton Senna. O brasileiro largou à frente de todos os outros pilotos em 65 oportunidades. Schumacher contabiliza até agora 46 pole-positions. Até hoje dura a polêmica que se caso Senna não tivesse falecido em 1994, Schumacher poderia não ter tido tanta facilidade para bater recordes e vencer campeonatos.Todavia, os brasileiros ainda podem comemorar o fato de já terem conquistado oito títulos mundiais de Fórmula-1: três com Ayrton Senna, três com Nélson Piquet e dois com Emerson Fittipaldi.

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