Schummy perto do recorde de Prost

Não é só o recorde de vitórias na Fórmula 1, 51, de Alain Prost, que Michael Schumacher, da Ferrari, está prestes a quebrar. O piloto alemão, com a excelente vitória de hoje no GP da França, a 50.ª da carreira, está muito próximo de igualar o ex-piloto francês em número de títulos mundiais: quatro. E na sua frente ficará apenas Juan Manuel Frangio, que venceu cinco vezes o campeonato da F-1. Michael pode ser o número 1 da história em quase tudo. Seu irmão, Ralf, da Williams, classificou-se em segundo, hoje em Magny-Cours, e Rubens Barrichello, Ferrari, num dos seus melhores trabalhos na F-1, foi terceiro. A vantagem de Michael no Mundial é tanta, 31 pontos, que basta a ele terminar na segunda colocação nas sete etapas restantes para ficar com o título. Isso considerando-se que o vice-líder da temporada, David Coulthard, da McLaren, quarto hoje, vença as sete corridas. Michael soma 78 pontos e o escocês, 47. "Tenho experiência para saber que na F-1 as coisas podem mudar de um momento para o outro. Não vejo nenhum motivo para comemorarmos nada", afirmou Michael. "Claro que disponho agora de uma margem confortável, mas há ainda em jogo 70 pontos." O que a F-1 se pergunta é se existe algum piloto, atualmente, capaz de vencê-lo, além do seu próprio irmão? Como Ralf, terceiro no campeonato, tem apenas 31 pontos, a conquista do Mundial está quase garantida a Michael, a menos que ele se acidente. Por pouco Michael não vê todos os seus planos de vitória jogados fora ainda antes do início da competição. "Tivemos um problema com a embreagem do carro", explicou Ross Brawn, diretor-técnico do seu time. "David Coulthard quase me ultrapassou na largada porque não conseguia ganhar velocidade", disse o alemão. "Para minha estratégia dar certo, eu precisava ficar, no início, bem próximo da Williams de Ralf. Por sorte consegui." O piloto da Williams largou melhor e manteve-se na frente até o seu primeiro pit stop, na 23.ª volta de um total de 72. Na volta a mais que ficou na pista, Michael fez o mesmo que seu irmão no Canadá, "voou", de forma que depois de deixar os boxes, na volta seguinte, saiu na frente de Ralf. "Classificar-me em segundo, com o carro que tive hoje depois do meu primeiro pit stop, é motivo de festa", explicou Ralf. "Eu não entendi o que aconteceu. Troquei os pneus, coloquei combustível e minha Williams saía de frente, de traseira, era outro carro." Até a próxima parada de ambos, Michael na 45.ª volta e Ralf na 44.ª, o piloto da Ferrari abriu nada menos de 17 segundos e 689 segundos. Quando entrou nos box para o primeiro pit stop, na 23.ª volta, Ralf, líder, estava 3 segundos e 27 milésimos na frente de Michael. "Compreendi logo em seguida à voltar à pista, depois da primeira parada, que estava fora da luta pela vitória", disse Ralf, cujos problemas foram agravados por não dispor do sistema de rádio. "A corrida começou e tudo o que podia ouvir era ruído. Não tinha como conversar com a equipe." A decisão de antecipar a segunda parada veio do próprio piloto da Williams. "Eu tinha de fazer alguma coisa para ver se melhorava." Com o último jogo de pneus sua Williams voltou a ter um bom rendimento, explicou, mas a vantagem de Michael já era grande demais. Ele ainda cruzou a linha de chegada apenas 10 segundos e 399 milésimos atrás de Michael. Como no GP do Canadá, os irmãos Schumacher dominaram os treinos de classificação e a corrida, tendo obtido a primeira e a segunda colocações em ambos. Luciano Burti, da Prost, disputou sua melhor prova pela equipe, e classificou-se em 10.º, uma volta na frente do companheiro, Jean Alesi, 12.º. Tarso Marques levou sua Minardi até o fim, o que já é um grande mérito. Terminou em 15.º. Enrique Bernoldi, Arrows, abandonou com probemas elétricos na 17.ª volta. A próxima etapa do Mundial, o GP da Grã-Bretanha, será dia 15, em Silverstone.

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