Schummy pode ser campeão na França

Michael Schumacher pode ser campeão do mundo já no GP da França, 11.ª etapa do Mundial, programada para o dia 21 de julho. É pouco provável que o arranjo de resultados necessário para a conquista se verifique, mas essa hipótese está longe também de ser fantasiosa. Com a vitória de domingo no GP do Canadá, o alemão da Ferrari acaba de estabelecer outro recorde: o máximo de pontos obtidos na primeira metade da temporada. Em oito provas disputadas, o máximo possível seria 80. Schumacher conseguiu 70. E já nesta quarta-feira ele e a Ferrari estarão treinando no Circuito de Mugello, visando a próxima etapa do campeonato, dia 23, o GP da Europa, em Nurburgring, Alemanha. Com 70 pontos na classificação diante de 27 de Juan Pablo Montoya e Ralf Schumacher, ambos da Williams, Schumacher pode, por exemplo, com três segundas colocações no GP da Europa, e depois dia 7 de julho no GP da Grã-Bretanha e 21 de julho no GP da França, alcançar 88 pontos (70+6+6+6). Caso ele conte com a sorte como em Montreal, quando Montoya e Ralf não marcaram pontos, Schumacher ficaria depois da corrida da França com 88 pontos diante de apenas 27 da dupla da Williams. Como restariam seis etapas para o encerramento do Mundial, o máximo que um deles poderia somar seria 60 pontos, decorrentes de seis vitórias consecutivas. Esses 60 pontos somados aos 27 que teriam, totalizam 87, um a menos do que teria Schumacher. A Williams está em ascensão no campeonato, apesar do duplo abandono no GP do Canadá, e a tendência é de Montoya e Ralf até tornarem as coisas um pouco menos fáceis para Schumacher. Mas considerando-se a velocidade e resistência do modelo F2002 da Ferrari, a eficiência dos pneus Bridgestone, marca usada pela equipe, e a competência do piloto, não seria nenhuma grande surpresa para a Fórmula 1 se, diante da sua torcida, em Hockenheim, Schumacher comemorasse a conquista do quinto título, igualando-se a Juan Manuel Fangio, o maior vencedor de campeonatos de Fórmula 1. Enquanto a definição do título não chega - embora ele mesmo tenha admitido em Montreal que dificilmente o perderá -, os recordes vão caindo. Em 1992, com o impressionante modelo FW14B-Renault da Williams, Nigel Mansell somou 66 pontos na primeira metade da temporada. A corrida do Canadá marcou o encerramento dessa fase do Mundial, também depois de oito etapas. A diferença é que Schumacher já somou 70 pontos, decorrentes de 6 vitórias, como Mansell em 1992, mais uma segunda colocação e uma terceira. Mansell teve além dos seis primeiros um segundo lugar e um abandono. Média de pontos de Schumacher: 8,75. A de Mansell: 8,25. O piloto da Ferrari negou, domingo, e atribuiu a perda de rendimento nas voltas finais do GP do Canadá ao fato de estar "administrando o resultado." David Coulthard, da McLaren, segundo colocado, cruzou a linha de chegada um pouco mais de um segundo atrás. Nesta segunda-feira, Patrick Head, diretor-técnico da Williams, a exemplo de Montoya no domingo, afirmou que se o motor BMW da Williams do colombiano não tivesse quebrado, ele teria ultrapassado Schumacher e vencido a prova. "Ao analisar os tempos de volta de Schumacher, pode-se ver que ele tinha problemas, ou de pouco combustível ou desgaste elevado dos pneus traseiros", comentou Head.

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