Schummy: Também quero vencer no Brasil

Michael Schumacher desembarcou em São Paulo na manhã desta quarta-feira. Depois de descansar à tarde, chegou ao Palestra Itália por volta das 18h30 para a partida beneficente entre Palmeiras e o time Criança Esperança. Foi quando deu a primeira entrevista coletiva no Brasil e, embora um pouco econômico nas palavras, garantiu que tem motivação de sobra para seguir vencendo na Fórmula 1 e buscar o oitavo título mundial em 2005. Ainda disse que não vai facilitar a vida de Rubens Barrichello no GP Brasil, domingo."Acho que o Rubens está desesperado para ganhar aqui no Brasil, fará o máximo de esforço possível, mas não vai querer uma vitória de bandeja", afirmou Schumacher. "Eu também quero vencer."Fanático por futebol, Schumacher foi a estrela do time Criança Esperança e disputou a partida beneficente com renda revertida ao programa da TV Globo e da Unesco. O jogo contou com a participação de outros pilotos da Fórmula 1, como Rubinho e Felipe Massa, e alguns astros da televisão - Renato Aragão e Luciano Huck estiveram presentes. Aproveitando o momento, o piloto alemão fez uma analogia com o futebol para falar de seu desejo de quebrar recordes no automobilismo e manter o alto nível na Fórmula 1, apesar das 83 vitórias, dos 7 títulos e das 62 pole positions que já conquistou. "Se vocês perguntarem a um jogador de futebol, ele vai dizer que quer sempre estar com o domínio da bola, independentemente de quantos títulos ele tiver. Eu quero sempre ganhar as corridas", comparou. Schumacher foi questionado por um repórter se não seria interessante transferir-se para uma equipe menos poderosa que a Ferrari para "provar que consegue vencer também com um carro inferior ao dos adversários". O ?não? como resposta foi enfático. "Não quero mais. Trabalhamos tão duro para fazer o melhor carro e agora queremos desfrutar dele", explicou.O único momento do encontro com a imprensa em que o piloto alemão mostrou certa irritação foi após a indagação de um jornalista sobre a realização de um GP no Brasil, por se tratar de um evento milionário num País cheio de problemas sociais. "Há sempre os dois lados na vida. Você pode olhar pelo positivo: a Fórmula 1 traz gente de fora para o Brasil, que mostra suas belezas e atrai o turismo, além de gerar emprego."

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