Scott Dixon aprovado no teste com Williams

Se a primeira impressão é a que fica então o neozelandês Scott Dixon, atual campeão da IRL, pode mesmo começar a pensar numa eventual transferência para a Fórmula 1. O piloto de 23 anos realizou nesta sexta-feira no circuito de Paul Ricard, no sul da França, seu primeiro teste com um modelo da categoria, o SW26 - BMW da Williams - equipe onde tem chances de disputar a próxima temporada. E foi bem.A demora na renovação do contrato de Ralf Schumacher com a Williams tem muito do desinteresse de Frank Williams de mantê-lo no time. Como a saída de Juan Pablo Montoya já é oficial, irá competir pela McLaren a partir de 2005, o mais provável é mesmo que a escuderia com maiores chances de afrontar a Ferrari troque seus dois pilotos no ano que vem. É esse contexto que levou Frank Williams a solicitar a seu amigo Chip Ganassi, dono da equipe onde Dixon corre na IRL, a liberação do piloto para um teste. Vale lembrar que Juan Pablo Montoya e que Alessandro Zanardi chegaram a Williams vindos da Chip Ganassi.No total, Dixon completou 59 voltas no traçado da pequena cidade de Le Castellet, diante de 134 de Ralf Schumacher. Mas foram suficientes para deixar impressão bastante favorável nos dirigentes da Williams. O mais rápido do dia foi Jenson Button, da BAR, com 1:10. 887 (134, melhor marca da semana também, seguida por Ralf com 1:11.300. Mas Dixon estabeleceu já na primeira experiência com o SW26 o tempo 1:11.753, quarto do dia, e próximo do resultado de Ralf. Anthony Davidson, piloto de testes da BAR, ficou em terceiro, com 1:11.623. " O carro é muito diferente do que estava acostumado, principalmente a eficiência dos freios. Você está o tempo todo bem próximo do limite", disse o neozelandês. "Foi uma pena eu ter enfrentado problemas com a transmissão pela manhã, fazendo eu perder muito tempo parado. "Seu trabalho limitou-se, no princípio, ao chamado ground school, conhecer os recursos que o carro dispõe, ainda nos boxes para depois começar a acelerá-lo. O SW26 tem 14 comandos no volante, sendo alguns seletores de inúmeras funções. Ser veloz implica dominar esses recursos, como a graduação do controle de tração, diferencial auto-blocante e acelerador eletrônico, por exemplo.Pescoço - Por competir apenas em circuitos ovais, onde todas as curvas são sempre para a esquerda, Dixon sentiu a aceleração lateral provocada pelas curvas à direita, uma novidade para ele. ?Tenho sim dores no pescoço?, falou. Mas confessou estar contente. "Gostei da forma como, aos poucos, fui evoluindo minhas marcas. Estou ansioso para o meu verdadeiro teste, mês que vem, no Circuito da Catalunha, em Barcelona".Se Dixon iniciou uma trajetória que pode levá-lo a condição de titular da Williams, outro piloto, também da Oceania, tem já contatos bem avançados com Frank Williams. É o australiano Mark Webber, hoje na Jaguar. Suas possibilidades de se transferir para a Williams são, segundo a imprensa inglesa especializada, bem grandes. A revista AutoSport, por exemplo, dá o negócio como praticamente certo apesar de não assinado ainda. Se Ralf realmente sair, como parece ser o caso, Dixon seria um dos candidatos a substituí-lo.

Agencia Estado,

26 de março de 2004 | 18h16

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