Jerome Miron/USA Today Sports
Jerome Miron/USA Today Sports

Sebastian Vettel indica aposentadoria caso não tenha uma boa proposta da F-1

Alemão vai deixar a Ferrari no fim do ano, mas ainda não tem destino certo

Redação, Estadão Conteúdo

02 de julho de 2020 | 14h52

O piloto alemão Sebastian Vettel revelou nesta quinta-feira na Áustria, onde acontece no domingo a primeira corrida de Fórmula 1 da temporada, que está preparado para se aposentar se não receber uma oferta convincente para 2021. O quatro vezes campeão mundial deixará a Ferrari no fim do ano, após não ter seu contrato renovado.

"Quero ter certeza de tomar a decisão certa para mim e para o meu futuro. Tenho uma natureza competitiva. Consegui muito no esporte e estou motivado e disposto a alcançar mais", afirmou o piloto, que completa 33 anos nesta sexta. "Para fazer isso, preciso do pacote certo e das pessoas certas ao meu redor, então é isso que estou procurando para o momento. Se surgir a oportunidade certa, então acho que fica bem claro. Se não for esse o caso, provavelmente tenho de procurar algo mais."

Ao contrário do bicampeão Fernando Alonso, que está aberto a um retorno à F-1 na próxima temporada depois de sair em 2018, Vettel disse que sua possível saída não será temporária. "Tenho a convicção de que, se você estiver preparado para fechar a porta, então deve estar preparado para fechar a porta e não esperar que ela se abra novamente. Você precisa estar ciente da decisão que está tomando. Por isso, eu não estou tomando atitudes rápidas. As próximas semanas e meses provavelmente trarão um pouco mais de clareza."

Uma opção possível para Vettel é a equipe Renault, que está perdendo o australiano Daniel Ricciardo para a McLaren no próximo ano. A outra alternativa, aparentemente improvável, é que o alemão substitua o finlandês Valtteri Bottas ou o seis vezes campeão Lewis Hamilton na Mercedes. Ambos ficarão sem contrato no final do ano.

Vettel foi superado pelo companheiro de equipe Charles Leclerc na última temporada, a primeira do monegasco na Ferrari e apenas a segunda na F-1. Enquanto o colega, de 22 anos, recebeu um novo contrato de cinco temporadas, o alemão não chegou a um acordo com Mattia Binotto, chefe da Ferrari.

"Obviamente, foi uma surpresa para mim quando recebi a ligação de Mattia, dizendo que não havia mais interesse da equipe de continuarmos juntos, disse Vettel, que não teve uma boa relação com Leclerc. No último GP do Brasil, em novembro, Leclerc ultrapassou Vettel de forma limpa e o alemão tentou ultrapassá-lo com uma atitude arriscada, tirando os carros da prova. O incidente irritou os diretores da equipe italiana.

Vettel disse que obedecerá às ordens da equipe nesta temporada se for solicitado a deixar Leclerc passar, mas só se o companheiro estiver melhor na prova. "Se a situação surgir e fizer sentido, espero que sirva para os dois pilotos. Eu não acho que isso tenha algo a ver com o fato do fim do meu contrato. Por isso, não vou facilitar as coisas para Charles."

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