Diego Azubel-EFE
Diego Azubel-EFE

Sebastian Vettel não quis saber a colocação de Fernando Alonso

A confirmação do quarto campeonato seguido de Vettel fica para a próxima etapa do Mundial

Livio Oricchio, Enviado Especial - O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2013 | 09h46

SUZUKA - Sebastian Vettel, da Red Bull, precisava vencer o GP do Japão, em Suzuka, neste domingo, e torcer para Fernando Alonso, da Ferrari, terminar da nona colocação para trás a fim de celebrar o tetracampeonato. A sua parte ele fez, ao conquistar a vitória mais disputada nas nove que obteve este ano, mas Alonso, com sua capacidade de crescer na classificação das corridas, largou em oitavo e recebeu a bandeirada em quarto.

Conclusão: a definição do quarto campeonato seguido de Vettel ficou provavelmente para a próxima etapa do Mundial, dia 27, no circuito de Buddh, na Índia.Vettel permaneceu boa parte das 53 voltas do GP do Japão, 15.ª da temporada, em terceiro lugar, atrás de um brilhante Romain Grosjean, da Lotus, líder da largada à metade da corrida, e Mark Webber, companheiro de Red Bull e pole position. E o alemão teve ainda sorte de na primeira curva o toque do pneu traseiro direito de Lewis Hamilton, da Mercedes, não ter danificado o seu aerofólio dianteiro.

Com sua velocidade e regularidade irretocáveis, um carro que não se compara aos demais e um time de engenheiros dos mais capazes, como na definição da estratégia, Vettel se posicionou na competição de forma a poder ultrapassar Grosjean, na 40.ª volta, e assumir a liderança. O primeiro lugar, se depois ratificado na bandeirada, poderia lhe garantir o título, dependendo de onde estivesse Alonso. Na entrevista coletiva em seguida à cerimônia do pódio, o Estado perguntou a Vettel se nessa hora, a 23 voltas do fim, como líder, desejou saber de seu engenheiro, o francês Guillaume Rocquelin, qual a colocação de Alonso. "Não", respondeu Vettel, com energia, como quem quis dizer não me interessava, ao menos àquela altura.

TRANQUILIDADE

O Estado questionou, então, se time lhe informou. "Depois da corrida. Obviamente eu sabia que, logo em seguida a ter ultrapassado Romain, Mark era a ameaça que vinha de trás. Ele estava com pneus novos e vinha muito rápido. A sua luta com Romain (para assumir o segundo lugar, na 50.ª volta de um total de 53) me ajudou". O vencedor do GP do Japão, agora com 297 pontos diante de 207 de Alonso, falou mais: "Eu não perguntei à equipe e não queria saber (colocação de Alonso) porque há coisas que podem acontecer até a bandeirada, mesmo se você tem uma distância para quem vem atrás. Eu estava ocupado demais em levar o carro até a bandeirada".

Em 2010, aconteceu o mesmo. Vettel precisava vencer o GP de Abu Dabi, etapa final, e Alonso não podia entrar nos cinco primeiros. O alemão não perguntou no rádio em nenhum instante a colocação do espanhol da Ferrari e tampouco a Red Bull o informou. Rocquelin entrou no rádio não depois de seu piloto vencer. Esperou Alonso cruzar a linha de chegada apenas em sétimo, para ter certeza do que diria a Vettel: "Sebastian, deu certo, você é campeão". É muito provável que faça o mesmo, agora, dia 27, na Índia. Vettel ganhou com autoridade em Suzuka, vindo de trás, respondendo os críticos que o consideram excepcional só quando lidera a corrida, Webber ficou em segundo e Grosjain, em excelente terceiro. Felipe Massa, companheiro de Alonso, foi décimo.

Com 90 pontos de diferença entre Vettel e Alonso, 297 a 207, e 75 em jogo nas três etapas que vão restar na sequência do GP da Índia, o piloto da Red Bull já chega em Nova Delhi tetracampeão. Pois Alonso precisa descontar pelo menos 16 pontos na prova, ou seja, vencer ou chegar em segundo. No caso de empate de pontos, Vettel seria campeão por ter nove vitórias diante apenas duas de Alonso.

Se o piloto da Ferrari não for primeiro ou segundo, Vettel já comemora o tetra. E se o espanhol conseguir a proeza de ser primeiro no GP da Índia com o deficiente modelo F138 da Ferrari, basta a Vettel receber a bandeirada em quinto. O espanhol chegaria a 232 (207 + 25) e Vettel a 307 (297 + 10). A diferença entre ambos passaria a ser de 75 pontos (307 - 232), o mesmo número em jogo nas provas de Abu Dabi, EUA e Brasil. Na hipótese de Alonso for segundo na Índia, atingindo 225 pontos (207 + 18), o oitavo lugar já é suficiente para o quarto título de Vettel, por passar a somar 301 pontos (297 + 4). A diferença para Alonso chegaria a 76 pontos (301 – 225).

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