Alessandro Garofalo / Reuters
Alessandro Garofalo / Reuters

Sem brasileiros no grid da F-1, Todt pede maior investimento do País na base

"Este País tem mais de 200 milhões de habitantes e forte tradição no automobilismo. É preciso contar com mais pilotos nas categorias de base"

Estadão Conteúdo

30 de julho de 2018 | 18h24

A atual temporada da Fórmula 1 é a primeira em 49 anos que não tem um piloto brasileiro no grid. Na opinião do francês Jean Todt, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a ausência aconteceu de certa maneira pela falta de atenção aos pilotos mais jovens.

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"Este País tem mais de 200 milhões de habitantes e forte tradição no automobilismo. É preciso contar com mais pilotos nas categorias de base", disse. A declaração foi dada durante a passagem do dirigente pela cidade de São Paulo.

Enviado como representante da ONU, ele participou de uma ação voltada à campanha internacional de segurança no trânsito. O piloto Felipe Massa também esteve presente no evento que contou com a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre o governo brasileiro e empresas do setor privado.

Todt reuniu-se com o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ). Também participaram do encontro dirigentes da Confederação Brasileira de Automobilismo, Associação Automobilística do Brasil e Automóvel Clube Brasileiro

Todt mostrou-se preocupado com a situação brasileira cujas estatísticas apontam para cerca de 50 mil mortos todos os anos. "É muito grave. É importante continuar com campanhas sobre o uso de cintos de segurança, capacetes para motociclistas e orientação correta nas estradas e vias", disse.

Como bons exemplos, Todt citou a Suécia, Suíça, Noruega e Reino Unido onde o número de acidentes caiu. O objetivo da campanha global é reduzir drasticamente o número de mortos em todo o mundo que, atualmente, chega a 1,2 milhão por ano.

 

 

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