Sem investidores, Manor tem futuro incerto e pode deixar a Fórmula 1

Time britânico terminou em 11º lugar no último campeonato de construtores

O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2017 | 13h22

A empresa gestora da Manor foi colocada nesta sexta-feira sob administração, deixando ainda mais em dúvida a permanência da equipe na Fórmula 1 para a temporada 2017. O time britânico, que terminou em 11º e último lugar no campeonato de construtores na última temporada, está em busca de novos investidores, e os administradores da FRP Advisory disseram que há "uma janela limitada de oportunidade" para novos proprietários antes dos testes da pré-temporada e da primeira corrida, o GP da Austrália, em Melbourne, em 26 de março.

"Nos últimos meses, a equipe de gerência trabalhou incansavelmente para trazer novos investimentos à equipe para garantir seu futuro a longo prazo, mas lamentavelmente não foi capaz de o fazer no prazo disponível. Portanto, eles foram deixados sem nenhuma alternativa, além de colocar a Just Racing Services Limited (JRSL) sob administração", disse Geoff Rowley, um administrador e sócio da FRP Advisory.

A Manor, empresa irmã da JRSL, que tem os direitos para a participação da equipe na Fórmula 1, não está sob administração, que é destinada a proteger as empresas insolventes dos seus credores. A FRP afirmou que não houve demissões após a JRSL ficar sob administração, e todos os 212 funcionários foram pagos integralmente até o final de dezembro.

Anteriormente conhecida como Marussia, que entrou em administração em 2014, a Manor teve negociações com grupos de investidores ao longo do ano passado, e acertou os termos de venda a um consórcio de investimento asiático em dezembro, mas o negócio foi cancelado.

O alemão Pascal Wehrlein garantiu o único ponto da equipe no ano passado com o décimo lugar no GP da Áustria. Mas na penúltima corrida, no Brasil, a Manor foi ultrapassada pela Sauber na classificação após o nono lugar de Felipe Nasr, um resultado que levou a equipe a perder uma premiação estimada em cerca de US$ 30 milhões (R$ 96 milhões, na cotação atual).

Stephen Fitzpatrick, dono da Manor desde 2015, disse em uma carta nesta sexta-feira que este foi um "decepcionante fim de uma viagem de dois anos para a Manor. Quando assumi a equipe em 2015, o desafio era claro, era imperativo que a equipe terminasse em décimo lugar ou melhor em 2016. Em grande parte da temporada, estávamos no caminho", escreveu Fitzpatrick.

"Mas a corrida dramática no Brasil acabou com as esperanças deste resultado e colocou em dúvida a capacidade de a equipe competir em 2017. Olho para trás, em 2016, com orgulho no que Manor realizou no mais bem-sucedido ano da história da equipe. Gostaria de agradecer à equipe por seu constante trabalho duro, determinação e paixão. Progredimos muito dentro e fora da pista, mas, ao final, não foi suficiente", acrescentou o dirigente, em tom melancólico, demonstrando que a permanência da Manor na Fórmula 1 é muito incerta.

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