Sem tração, Hakkinen melhora tempo

A declaração, sempre sincera de Hakkinen, surpreendeu a todos. "Mandei a equipe desligar o controle de tração antes da minha última tentativa de volta lançada." Com isso, seu tempo de volta melhorou de 1min18s683, o que lhe dava a terceira colocação, para 1min18s286, ou seja, 397 milésimos mais rápido. E sentado ao lado de Schumacher, se lamentou de um erro na curva 5. "Perdi a pole position ali." O finlandês venceu as três últimas edições do GP da Espanha. "Ainda não sei se usaremos o controle de tração na corrida", afirmou ele. Schumacher riu e explicou que, ao longo das 65 voltas da competição, as vantagens do sistema são grandes. Pelo que circulou no paddock, depois da sessão de classificação, todos os pilotos da Bridgestone, onde estão os da Ferrari e da McLaren, optaram pelos pneus mais macios e o desgaste verificado no treino aponta para duas paradas ao longo da corrida. Dentre o que o controle de tração propicia, está a economia dos pneus.O escocês David Coulthard, líder da temporada ao lado de Schumacher, comentou que o potencial da McLaren no Circuito da Catalunha não foi atingido por nenhum dos seus dois pilotos. "Dava para brigar com Michael pela pole." O tráfego e um erro numa volta rápida o deixaram em terceiro. Ao contrário de Hakkinen, Coulthard tinha o controle de tração. "Meu carro tinha mais aderência com ele." Mas, como Hakkinen, comentou que nem eles próprios, pilotos, compreendem ainda direito o que é bom e o que funciona na nova eletrônica embarcada. "A única coisa certa é que tudo está numa fase muito inicial de desenvolvimento e a margem de tornar o carro mais eficiente é enorme", afirmou Hakkinen.

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