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Sem vaga na F-1, Nelsinho Piquet correrá na Nascar

'Passei os últimos meses avaliando cuidadosamente as minhas opções para este ano', diz o piloto

AE, Agencia Estado

12 de janeiro de 2010 | 13h35

Depois de se envolver em um dos maiores escândalos da história da Fórmula 1 e com seu nome descartado pelas equipes da categoria, o brasileiro Nelsinho Piquet anunciou nesta terça-feira seus planos para 2010. Ele competirá na Nascar, mais tradicional campeonato de stock car dos Estados Unidos.

"Passei os últimos meses avaliando cuidadosamente as minhas opções para este ano. Eu tinha que escolher uma direção e essa foi uma decisão difícil a ser tomada. A Nascar é extremamente competitiva e jamais alguém ''de fora'' conseguiu chegar e vencer na categoria. Será um desafio incrível e algo totalmente novo para mim", disse Nelsinho em seu site oficial.

O brasileiro, de 24 anos, não entrou em detalhes sobre sua participação na categoria norte-americana, como a equipe, a natureza do contrato ou mesmo a divisão em que irá disputar a temporada.

Entretanto, Nelsinho afirmou que a transferência para os Estados Unidos não é uma decisão final em sua carreira, dando a entender que pretende voltar ao automobilismo europeu em breve.

"Claro que sentirei falta da Europa e de todos os amigos que tenho por lá, mas sempre terei as lembranças das vitórias e de momentos especiais dos quais me orgulho muito. Seguramente eu ainda competirei na Europa no futuro, mesmo porque um dos meus maiores sonhos sempre foi vencer as 24 Horas de Le Mans um dia", disse.

Neste ano, Nelsinho disputou dez provas pela Renault na Fórmula 1 e não conseguiu acompanhar o ritmo de Fernando Alonso, seu companheiro na equipe. A situação ficou insustentável no GP da Hungria, e logo depois o brasileiro foi demitido pela direção da escuderia.

Depois da demissão, entretanto, surgiu a pior notícia da temporada para o brasileiro. Seu pai, o tricampeão Nelson Piquet, levou à FIA um caso de manipulação de resultado do GP de Cingapura de 2008, em que Nelsinho estava diretamente envolvido - ele bateu propositadamente para beneficiar Fernando Alonso, a mando de Flávio Briatore, chefe da Renault.

Após a eclosão do escândalo, Nelsinho praticamente disse adeus às chances de continuar na Fórmula 1, embora não tenha sido formalmente punido pela FIA. Briatore, considerado o grande vilão no caso, foi banido de todas as competições organizadas pela entidade, mas teve a pena revogada e agora luta judicialmente para voltar ao Mundial.

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