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Senninha vira caso de Justiça

Depois de tentar um acordo amigável com os responsáveis pela Ayrton Senna Promoções e Empreendimentos, o fã do piloto e criador do personagem Senninha, Rogério Morais Martins, decidiu entrar com duas ações na 35ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo. Uma é para reparação de danos morais e outra é por danos materiais, motivadas, como informou, pelas constantes alterações no desenho e estilo do personagem, pela ausência ou ilegibilidade do nome do autor e co-criador do personagem, Ridaut Dias Júnior, em todos os produtos que levam a figura Senninha, e pela exploração indevida do personagem. ?O Senninha foi criado e registrado em duas versões, a primeira como uma criança de 8 anos que freqüenta a escola e tem uma turma de amigos, e uma segunda com o Senninha jovem. Agora é possível encontrar Senninha bebê junto a outro personagem não criado pelos autores originais, em pacotes de fraldas, os olhos foram arredondados e estão desproporcionais, perderam o ar perspicaz do olhar de Senna, e há produto cuja mão do Senninha tem apenas quatro dedos?, diz Martins. O diretor da Ayrton Senna Promoções, Fábio da Silva Machado, que é primo de Senna, diz que o personagem tem vida e movimentos que seguem à risca a legislação e que todos os procedimentos estão documentados. Ele afirma desconhecer as alterações apontadas e que as ações judiciais pegaram os diretores da empresa de surpresa. Fábio Machado adianta que, com a morte de Ayrton Senna, a família do piloto licenciou gratuitamente o personagem e a marca Senninha ao Instituto Ayrton Senna (IAS). Criado em novembro de 1994 para dar condições de desenvolvimento a crianças carentes, ideal de Ayrton Senna, o IAS recebe todos os royalties provenientes dos contratos comerciais com a figura e a logomarca Senninha. De acordo com Fábio Machado, e com o próprio Rogério Martins, em 96 o co-criador do Senninha, Ridaut Dias Júnior, entrou com um processo contra a Ayrton Senna Promoções, depois de ser demitido da empresa, mas perdeu em todas as instâncias. Já Rogério Martins não se conforma em ver seu trabalho mal reconhecido pela empresa. ?Sempre tentaram esconder nossos nomes, são dez anos de uma criação que enfrentou vários revezes e um clima de trabalho péssimo?, acusa. Ele diz que foi obrigado a assinar um ?contrato espartano?, regido pela CLT. ?Era isso ou davamos adeus ao sonho de desenvolver o personagem inspirado pelos ideais e pelo jeito de ser de Ayrton Senna?, revela. ?Senna afirmou que poderíamos assinar o contrato que ele garantiria. Nós tínhamos uma relação de confiança muito boa, mas quatro meses depois ele morreu.?

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