Clayton de Souza/Estadão<br>
Clayton de Souza/Estadão

'Será um dos mais seguros do mundo', diz secretário de Interlagos

Autódromo passa por reformas avaliadas em R$ 160 milhões visando a etapa de Fórmula 1, que acontece no dia 9 de novembro

ALESSANDRO LUCCHETTI, O Estado de S. Paulo

16 de outubro de 2014 | 12h57

A prefeitura de São Paulo apresentou nesta quinta-feira à imprensa a primeira fase de obras do Autódromo de Interlagos, que recebeu R$ 160 milhões em investimentos para a sua maior reforma desde que voltou ao circuito da Fórmula 1. As obras tiveram início em julho e serão sentidas pela primeira vez no GP Brasil, que será disputado no fim de semana do dia 9 de novembro. "Atacamos cinco pontos que vão fazer de Interlagos um dos melhores autódromos em termos de segurança", disse o secretário especial para assuntos de turismo da prefeitura de São Paulo e presidente da SPTuris, Wilson Poit.

Entre as novidades está o aumento da entrada dos boxes, com a demolição de um muro. A alteração, de acordo com a prefeitura, tornou mais segura a aproximação dos boxes. Outro item de segurança novo é a criação de uma área de escape de cerca de 10 metros no S do Senna, parte mais famosa do circuito, logo após a reta principal.

Nesta primeira etapa, ainda foi realizado o recapeamento total da pista, a requalificação do pit lane (com aumento na faixa de concreto, novo piso e novo sistema de drenagem) e a criação de boxes auxiliares, uma antiga reivindicação do circo da F-1.

A segunda etapa inclui reformas na área dos boxes e terá obras até maio do ano que vem, quando o circuito completa 75 anos. Foram investidos R$ 160 milhões na reforma mais ambiciosa que foi feita desde 1990, quando a então prefeita Luisa Erundina fez a reforma que permitiu a volta da F-1 a São Paulo.

Estimativa do Observatório do Turismo, núcleo de pesquisa da SPTuris, aponta que o GP Brasil gera impacto de R$ 260 milhões na economia de São Paulo. No ano passado, o gasto médio dos turistas brasileiros ficou em cerca de R$ 2,5 mil num período de 2,3 dias de permanência na cidade. Os estrangeiros ficaram em média 3,5 dias, gastando R$ 4 mil nesse período.

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