Fernanda Freixosa/Vicar/Divulgação
Fernanda Freixosa/Vicar/Divulgação

Stock Car terá campeão inédito e filho de ex-piloto em Interlagos

Com vantagem de 15 pontos, Daniel Serra disputa o título da temporada com Thiago Camilo na prova final

O Estado de S. Paulo

09 de dezembro de 2017 | 17h00

A temporada 2017 da Stock Car termina neste domingo, com a corrida em Interlagos a partir das 10h e a coroação de um campeão inédito. Daniel Serra e Thiago Camilo jamais venceram a competição e fazem um confronto de dar orgulho aos dois pais, ambos ex-pilotos da principal categoria do automobilismo brasileiro.

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Os dois concorrentes são paulistas e têm 33 anos. Em uma batalha de tamanhas coincidências, a vantagem momentânea é de Daniel Serra, líder do campeonato com 15 pontos de vantagem sobre o adversário e com a comodidade de só depender do próprio resultado em Interlagos para se sagrar campeão.

Assim como nas três últimas temporadas, a categoria vai coroar um novo campeão. Em 2014, foi a vez de Rubens Barrichello comemorar. No ano seguinte foi Marcos Gomes o campeão e na temporada passada, deu Felipe Fraga na ponta.

Serra precisa somente de um terceiro lugar para confirmar o título de 2017, enquanto Camilo tem de vencer e torcer para o líder da temporada chegar no máximo na quarta posição.

O líder do campeonato pode ser o segundo filho de um campeão da Stock Car a repetir o feito do pai. Chico Serra, que passou também pela Fórmula 1, foi tricampeão da categoria. Antes da dupla, o título em família na Stock Car ficou para Marcos e André Gomes.

"Vamos trabalhar normalmente em busca do melhor resultado. Esse é o nosso foco, até porque, em Interlagos a pontuação é dobrada e o campeonato ainda não acabou", comentou Daniel Serra, sem perder o foco.

Thiago Camilo é filho de Bel Camilo, piloto que disputou três temporadas da categoria. O vice-líder garante estar tranquilo para a decisão, apesar da má lembrança sobre a última vez em que esteve no páreo pelo título da Stock Car. Em 2013, Camilo liderava a prova final, também em Interlagos, e a dois minutos do fim da corrida teve problemas mecânicos, caiu para o sexto lugar e perdeu o título para Ricardo Maurício. A decepção não gerou trauma e o grande temor do piloto para a nova decisão é com o tempo, que esteve bastante instável nos treinos preparatórios da semana.

"Acredito que vamos ter pista seca durante a corrida. Estou com um problema de velocidade e estamos procurando resolver isso. Vamos trabalhar muito para deixar o carro competitivo para o classificatório", comentou Camilo.

A decisão entre os dois pode ter influência do público. Até minutos antes da largada estará aberta aos torcedores a votação do Hero Push, escolha que repassa a seis pilotos o direito de ter potência extra nos seus carros para auxiliá-los nas ultrapassagens da prova em Interlagos.

Serra tem como componente para se sentir confiante um número de vitórias superior à do rival, quatro contra duas. Nessa conta inclui as duas últimas etapas, em Tarumã e Goiânia, ambas vencidas pelo atual líder.

EMPOLGAÇÃO

O ambiente da categoria para a última etapa do ano ficou bastante movimentado. A confirmação da presença na próxima temporada de dois ex-pilotos da Fórmula 1, Felipe Massa e Nelsinho Piquet, deixou orgulhosos os atuais competidores da Stock Car.

Recém-aposentado da Fórmula 1, Massa vai correr a primeira etapa de 2018, a Corrida de Duplas. Já Nelsinho confirmou presença na disputa de todo o campeonato e vai conciliar os compromissos da categoria e o calendário da Fórmula E.

"A vinda do Felipe nessa prova especial já mostra o interesse dele pela categoria. Tomara que num futuro próximo possamos contar com ele em definitivo", disse Júlio Campos. "A chegada do Nelsinho é uma coisa lógica, decorrência do crescimento da Stock Car e de como ela passou a ser olhada com outros olhos", completou.

O grid da categoria já tem três pilotos com passagens pela Fórmula 1. Fora Rubens Barrichello, Ricardo Zonta e Antonio Pizzonia também fazem parte da competição. "Quando o produto cresce, atrai os consumidores, que são os pilotos brasileiros. É um movimento natural", analisou Pizzonia.

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