Sucesso custa caro a Hamilton: R$ 570 mil pela superlicença

Preço exorbitante deve-se aos gastos em segurança, de acordo com o presidente da FIA, Max Mosley

ALAN BALDWIN, REUTERS

28 de janeiro de 2008 | 16h26

Lewis Hamilton terá de pagar 335,7 mil dólares (aproximadamente R$ 570 mil) por sua licença para participar da Fórmula 1 neste ano, muito acima dos 1.173 dólares que pagou como estreante em 2007.  Só o finlandês Kimi Raikkonen, que ficou com o título na última prova da temporada, pagará mais. O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, confirmou na segunda-feira que a entidade decidiu encarecer significativamente as superlicenças.  "Gastamos uma fortuna em segurança e a maior parte é em benefício dos pilotos", disse Mosley. "Muita gente que estaria de outra forma pagando a conta disse: 'Espere um minuto, esses pilotos estão todos ganhando uma megagrana e estamos gastando uma fortuna para tentar dar segurança a eles'. Daí o aumento." No ano passado, a superlicença custava 1.725 euros, mais 456 euros por cada ponto marcado na temporada anterior. Agora, o valor subirá para 10 mil euros, e 2.000 euros adicionais por ponto marcado. Hamilton marcou 109 pontos em 2007, 1 a menos que Haikkonen. Mas o gasto com a superlicença não chega a uma semana de salário do jovem inglês de 23 anos, que neste mês reformulou o contrato de cinco anos que o mantém ligado à McLaren até 2012. Jornais estimam que o piloto, primeiro negro da Fórmula 1, ganhe pelo menos 10 milhões de libras neste ano, além de bônus e patrocínios. Recentemente, Hamilton se mudou para a Suíça, por razões fiscais.

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