Sueco não troca Indy pela Fórmula 1

O sueco Kenny Brack, da Team Rahal, aproveitou o fato de estar fazendo uma excelente temporada na F-Indy para entrar na turma dos pilotos que atacam a F-1 na hora de defender a categoria onde corre. Líder da competição com 104 pontos, e com três vitórias em 11 corridas, Brack garante que prefere participar do campeonato organizado pela Cart (Championship Auto Racing Team) do que do administrado pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo)."Na Indy, a competição é forte, difícil, por causa do poder de equipes e pilotos. Por isso, se você tiver um fim de semana ruim, ficará em 20.º ou 24.º. Não é como na Fórmula 1, onde a Ferrari, se tiver um péssimo fim de semana, ainda assim ficará em quinto ou sexto´´, disse o sueco. Para ele, a F-1 é injusta por não dar chances ao piloto que não esteja na Ferrari, McLaren ou Williams.Enquanto isso, compara Brack, na Indy há equilíbrio e muita variação.Ele reforça sua tese lembrando que as 11 primeiras provas da temporada tiveram oito vencedores diferentes, de sete equipes distintas. "Eu não imagino que vou ficar sempre entre os três ou cinco melhores todas as semanas. É muito difícil ser consistente, temos diferentes tipos de pistas e o equilíbrio é grande.´´Um exemplo desse equilíbrio ocorreu no treino oficial do GP de Chicago, no último sábado, quando a diferença entre o pole Tony Kanaan (Mo Nunn) e o 25.º colocado, Max Papis (companheiro de Brack na Rahal) foi de apenas 0s839 - na corrida, no domingo, Brack venceu com margem de 4s480 sobre Patrick Carpentier, o segundo colocado.No entanto, o treino foi realizado numa pista oval, de apenas 1.655 metros. Circuito bem diferente dos utilizados na F-1 que, de fato, sempre registra diferenças enormes, em termos de automobilismo, do tempo do pole position para os últimos colocados.Além disso, ao contrário da F-1 onde cada equipe fabrica seu carro, na Indy há apenas dois fornecedores de chassis (Reynard e Lola). Motores, são apenas três (Honda, Toyota e Ford) e a Firestone fornece pneus para todo mundo.Estas são algumas da diferenças entre as categorias. Uma outra está na idade dos pilotos, cada vez mais novos na F-1. Aos 35 anos, Brack dificilmente receberia uma chance para disputar freadas com os irmãos Schumacher.Desafio - As três vitórias que Brack obteve este ano foram em circuitos ovais (Motegi, Milwaukee e Chicago). Quando corria na Indy Racing League, ganhou quatro vezes, em ovais. Por isso, o sueco tem um desafio pela frente nas próximas corridas -Mid-Ohio Elkhart Lake e Vancouver: mostrar a mesma competência em circuitos mistos. "Vamos ver.Mas ainda é cedo para pensar nas próximas disputas´´, disse, após a vitória de domingo.

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