Surpreso, Barrichello admite: 'poderia ser pior'

Largar em décimo lugar no GP de Cingapura, por causa da perda de cinco posições no grid devido à troca da caixa de câmbio, foi só uma das surpresas para Rubens Barrichello. A primeira delas, neste sábado, foi a evolução menor do carro da Brawn GP em relação às demais equipes, à medida que a pista ganhava borracha e se tornava mais rápida.

LIVIO ORICCHIO, Agencia Estado

26 de setembro de 2009 | 14h21

"A McLaren, a Red Bull e a Williams aproveitaram melhor essa nova condição. Nós não crescemos como eles", disse. O brasileiro deu a entender que tentou pilotar acima do limite do carro, tanto que antes de colidir na barreira de proteção, a 26 segundos do fim da Q3, já havia perdido o controle na chicane da curva 10, quase batendo também.

Com 66 pontos diante dos 80 de Button, líder do Mundial, Barrichello tem ainda chances de reduzir a diferença em Cingapura. Mas preocupa o piloto o fato de Button, 12.º colocado no grid, poder largar com o volume de gasolina que desejar, já que ficou fora dos dez, enquanto ele começará com o que há em seu tanque - certamente menos que Button -, o que pode ser uma desvantagem.

"Poderia ser pior", admitiu o brasileiro. Ross Brawn, proprietário da equipe, concordou. "Não está ruim para Rubens se levarmos em conta o seu peso de gasolina." A declaração de Brawn sugere não haver tanta diferença entre a volta em que se dará o primeiro pit stop de cada piloto, o que, se confirmado, beneficiará Barrichello.

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