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Terremoto, a novidade para ferraristas

O Grande Prêmio do Japão pode ser o responsável por vários pilotos enfrentarem situações ainda nunca experimentadas, apesar dos anos de vivência na Fórmula 1. Até sábado às 2 horas (horário de Brasília), quando será realizada a sessão que definirá o grid, ao menos as sensações desagradáveis de um terremoto eles já sentiram. Um tufão é esperado também que passe próximo do circuito de Suzuka, deixando para a 17ª etapa do campeonato os seus efeitos secundários, chuvas de elevada intensidade. "O chão começou a tremer e pensei comigo, caramba, eu não bebi, então é terremoto mesmo", disse Michael Schumacher.O assunto principal, nesta quinta-feira em Suzuka, nem era a perspectiva de cada piloto na prova, num dos traçados mais complexos e seletivos do calendário, mas a natureza. "Eu não me lembro de ter disputado uma corrida debaixo de um tufão, acho que será a primeira vez", brincou Schumacher, muito bem-humorado. Mas depois alertou: "Nem sempre as previsões meteorológicas se confirmam, espero." Mas ele e Rubinho não se cansaram de descrever o que passaram terça-feira à noite em Tóquio. "Olha, em segundos eu já havia jogado as minhas cuecas na mala e estava pronto para sair do quarto", disse Rubinho.Os dois pilotos da Ferrari estavam na capital japonesa para inúmeros compromissos promocionais. "Nunca trabalhei tanto na vida minha em um único dia", comentou Rubinho. "Chegou uma hora que o alemão não queria cantar no karaokê da Vodafone, peguei o microfone e terminamos abraçados, cantando, uma festa." Foi à noite, no hotel, que o terremoto os atingiu. "Era 23h15, estava no quarto, sexto andar, não tinha idéia do que é um terremoto. De repente começou a tremer tudo", contou Rubinho. Schumacher não perdeu a calma: "Estava deitado e rapidamente reconheci do que se tratava. Foi a primeira vez que tive essa sensação de estar bêbado sem estar bêbado." Não deu para assustar. "Passou rápido, não senti medo, é diferente, as coisas parecem feitas de borracha, pela forma como as viam se mexer."Já Rubinho contou que nos primeiros segundos teve de se controlar. "Eles começaram a informar através do sistema de som, em japonês, e não sabia se falariam em inglês, aguardava instruções do que fazer, que acabaram por não vir." Os momentos que se seguiram representaram sensações opostas. "Aí é gostoso, você liga para os amigos, conta o que aconteceu, dá detalhes." O tremor, segundo a imprensa japonesa, atingiu 5,8 graus na escala Richter e não causou vítimas nem danos.Sede de vitória - Schumacher admitiu que o fato de não ter vencido as três últimas etapas do Mundial, Bélgica, Itália e China, o deixou mais motivado por lutar pelo primeiro lugar em Suzuka. "É verdade, me sinto assim. E ganhar aqui será uma forma de retribuir à Bridgestone o enorme esforço para nos oferecer pneus tão eficientes o ano todo." Rubinho não tornará as coisas mais fáceis para ele. "Sei disso. Ele claramente pilotou melhor nas duas últimas provas, por isso as venceu", reconheceu Schumacher.Rubinho comenta: "Nunca ganhei dois GPs um atrás do outro e não havia também sido primeiro no mesmo GP duas vezes, como na Itália. Por que não ganhar aqui, como no ano passado?" Nesse caso, como foi primeiro na Itália e na China, as duas etapas anteriores, venceria quatro seguidas. "Cada corrida você começa do zero, não é impossível." Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari, já declarou que a Ferrari fará todo o possível para Rubinho vencer o GP Brasil. "Nunca tive uma chance tão grande como agora", afirmou Rubinho.

Agencia Estado,

07 de outubro de 2004 | 15h23

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