Teto orçamentário da F-1 é fixado em 40 milhões de libras

Marketing, hospitalidade, salários de pilotos, multas e penalidades impostas pela FIA não entrarão nessa conta

Alan Baldwin, Reuters

30 de abril de 2009 | 13h16

As equipes da Fórmula 1 receberão maior liberdade técnica se adotarem um teto orçamentário de 40 milhões de libras (US$ 59,35 milhões) no próximo ano, informou nesta quinta-feira a entidade que comanda a categoria.

Três novas escuderias poderão entrar na categoria, aumentando o grid de largada para um máximo de 26 carros, ou seis a mais do que atualmente, acrescentou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em comunicado.

A FIA tinha originalmente proposto um teto de 30 milhões de libras, apenas uma fração do que algumas equipes com orçamentos superiores a US$ 200 milhões têm gasto todos os anos.

Os custos com marketing, hospitalidade, salários de pilotos (com pelo menos três deles atualmente ganhando estimados US$ 20 milhões ou mais por ano), multas e penalidades impostas pela FIA não entrarão nessa conta.

Também serão isentos dividendos pagos por lucros relacionados à participação no campeonato e gastos que o time provar não terem influência alguma na performance.

Custos de motor, que já tinham sido limitados a cinco milhões de euros para uma equipe independente em 2010, serão excluídos na próxima temporada, para incentivar as escuderias de montadoras a adotarem o teto.

"Com 40 milhões de libras, acreditamos que 70% do grid pode gerar lucro", afirmou a FIA. "Isso transforma o negócio de ter uma equipe de Fórmula 1, tanto para montadoras quando para investidores privados. Os resultado desejado é ter um ambiente comercial muito saudável para os presentes e novos donos."

A Fórmula 1 é dominada por montadoras que estão sofrendo com a recessão global com a queda na venda de automóveis. A japonesa Honda já se retirou da categoria e há temores de que outras adotem o mesmo caminho.

Todas as equipes querem cortar custos, mas alguns chefes levantaram questões sobre quão rápido elas poderão baratear suas operações para atender as condições do teto, além de terem levantado temores sobre as demissões na categoria, que podem chegar na casa de milhares.

A FIA espera que, no final das contas, todas as equipes adotem o teto.

Como previamente anunciado, os reabastecimentos durante as provas serão banidos no próximo ano, com o objetivo de diminuir os custos de equipamentos transportados por avião pelo mundo todo e dar um incentivo à economia de combustível.

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