Título de Raikkonen marca temporada cheia de reviravoltas

Finlandês vence o GP do Brasil e conquista taça com apenas um ponto na frente de Hamilton e Alonso

21 de outubro de 2007 | 15h41

O campeonato de 2007 da Fórmula 1 será lembrado por dois episódios. O primeiro deles foi a inesquecível conquista de Kimi Raikkonen, que se beneficiou da guerra entre Lewis Hamilton e Fernando Alonso dentro da McLaren e superou os rivais na classificação na última corrida do ano - uma virada que não se via deste 1986. Depois de ser duas vezes vice-campeão (em 2003 e 2005), o finlandês também mostrou que pode ser o ‘herdeiro’ de Schumacher e levar a Ferrari a muitos títulos. Veja também:  Vídeo de Hamilton aos 12 anos de idade Dê uma volta pelo Circuito de Interlagos Classificação do Mundial  O segundo episódio marcante da F-1 neste ano foi o escândalo de espionagem industrial envolvendo McLaren e Ferrari. Em meio a declarações, boatos e desmentidos, é impossível saber qual foi a extensão da 'troca' de informações entre o mecânico chefe do time italiano, Nigel Stepney, e o engenheiro da equipe inglesa, Mike Coughlan. Segundo a FIA, e a McLaren, o dossiê sobre a Ferrari foi passado para o time de Ron Dennis apenas em maio, ou março, dependendo da fonte. No entanto, e-mails entre os pilotos espanhóis Fernando Alonso e Pedro de la Rosa, indicam que as informações - de todos os tipos e modelos, da hora da faxina na fábrica à estratégia de paradas para cada uma das corridas - já eram transmitidas há muito tempo. Raikkonen só teve chance no campeonato exatamente por causa da disputa dentro da McLaren. Enquanto a equipe favoreceu Hamilton - mesmo que discretamente - Alonso viu-se incomodado por ter de dividir as atenções com o inglês e por isto ameaçou delatar o caso de espionagem, ou pelo menos, não fazer reservas com relação às informações - acertos e observações sobre o seu carro não poderiam ser usados no carro do companheiro de equipe. As atitudes causaram desconforto dentro da escuderia, que passou a ‘trabalhar contra Alonso’ após o GP da Hungria, quando o espanhol teria feito a ameaça de ‘entregar a sujeira’, e possibilitaram a Raikkonen a entrar na briga a partir de então - naquela altura, o finlandês era quarto no campeonato.

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