Hamilton entra no seleto grupo de Senna, Piquet e Lauda

Piloto inglês iguala feito de seus ídolos de infância

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2015 | 19h06

Lewis Hamilton já pode dizer agora que conseguiu igualar o ídolo de infância. O ano especial para o inglês propiciou ostentar números parecidos aos de Ayrton Senna na Fórmula 1, com três títulos mundiais e uma vitória a mais do que as 41 do brasileiro. Entre os índices, falta aumentar o número de pole positions (atualmente são 49) para chegar às 65 conquistadas pelo campeão do mundo em 1988, 1990 e 1991.

O capacete amarelo usado na época do início no kart, em 1993, era uma homenagem ao ídolo e deu início a uma carreira que a partir deste domingo, passa a figurar em um nobre escalão. Somente Hamilton, Senna, Nelson Piquet, Niki Lauda, Jackie Stewart e Jack Brabham têm três títulos conquistados. Acima desse grupo, figuram apenas os tetracampeões Sebastian Vettel e Alain Prost, o pentacampeão Juan Manuel Fangio e o heptacampeão Michael Schumacher.

 

Aos 30 anos, Hamilton tem grandes condições de subir mais degraus nessa lista. O maior vencedor de corridas entre pilotos do seu país precisa de mais um título para se tornar o britânico mais vezes campeão na categoria. O feito é possível principalmente pela grande fase da carreira do piloto. Mais maduro e eficiente, não comete os mesmos erros no passado, como em 2007, quando saiu da pista em Interlagos e desperdiçou o título na última corrida.

A experiência de Hamilton na Fórmula 1 vem desde os 13 anos. Ainda garoto, ingressou no programa de formação de pilotos da escuderia e foi preparado desde cedo para ser um campeão. Estreou na categoria principal do automobilismo aos 22 anos, quase garantiu o título e no ano seguinte realizou o sonho exatamente no País do seu ídolo, o Brasil. Uma ultrapassagem na última curva da temporada deu ao inglês a conquista mais emocionante da história.

O título de 2015 chegou de forma muito mais tranquila do que os dois anteriores. A confirmação veio antecipadamente, em uma temporada amplamente dominada pelo inglês, com dez vitórias e 11 pole positions. Nos próximos anos, mais do que nunca Hamilton será o piloto a ser batido na Fórmula 1.

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