Todt diz que Williams é de outro planeta

Frank Williams, sócio da Williams, e Ron Dennis, da McLaren, tiveram de se explicar muitas vezes no ano passado a respeito da vantagem que a Ferrari colocou em suas equipes. Neste domingo foi a ocasião de Jean Todt, diretor-esportivo da Ferrari, analisar o fato de seu time estar sofrendo seguidas derrotas dos adversários. "Hoje a Williams parecia um carro de outro planeta. Não imaginei que eles pudessem ser tão mais velozes que nós", reconheceu Todt, depois da vitória do colombiano Juan Pablo Montoya no GP da Alemanha da F-1. Schumacher também mostrou resignação. "Eu não conseguiria acompanhar Montoya", respondeu sobre se tivesse largado mais na frente no grid (foi o sexto colocado). "Estou chateado por ter sido apenas sétimo quando poderia levar comigo os oito pontos do segundo lugar", disse o alemão, lembrando a posição que ocupava no momento que lhe furou o pneu traseiro esquerdo. Provavelmente por ter acabado a borracha, já que ele havia feito seu segundo pit stop na 38ª volta e o furo se deu na 63ª, tudo com o asfalto a 56 graus. "De qualquer forma, ainda sou o líder do Mundial", afirmou, dando a reconhecer que o sexto título, quarto consecutivo, está mais difícil. Rubens Barrichello assistiu à corrida de dentro dos boxes da Ferrari. "Nosso sistema de largada não é o melhor, se comparado ao outros, por isso dei uma largada apenas média", contou. "Mantive-me na trajetória reta ao compreender que não tinha espaço para mim. O Ralf jogou o carro para a esquerda sem pensar que poderia haver muita gente por ali." Ele estava visivelmente chateado por não ter disputado a prova. "Tenho certeza de que o acerto que havíamos encontrado, bem como minha opção de pneus, me davam uma chance grande de um bom resultado.? Entre os construtores, a Ferrari manteve o primeiro lugar, com 120 pontos, seguido bem de perto agora pela Williams, 118. "Na Hungria, ano passado, fomos muito bem, mas se fizer tanto calor como aqui poderemos ter problemas de novo." A prova de Budapeste costuma ser uma das mais quentes do ano. Kimi Raikkonen sentia fortes dores na perna esquerda na hora de deixar o autódromo e já havia tomado analgésicos. "Não sei se é o caso de acusar alguém porque não mudaria nada", declarou. "Mas não sei realmente o que se passa na cabeça do Ralf. Perdi uma posição no campeonato em uma corrida que poderia ser muito boa para eu diminuir a diferença na classificação para o Schumacher." Andando com alguma dificuldade, falou. "Não sou de desejar má sorte a ninguém, mas não posso não confessar que vibrei quando vi Schumacher com o pneu furado."

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