Top 5: as melhores corridas de Rubens Barrichello na Fórmula 1

Piloto comemora 20 anos de estreia na categoria e é o que mais disputou GPs na categoria

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

14 de março de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Em 14 de março de 1993 Rubens Barrichello alinhou pela primeira vez em um grid de largada da Fórmula 1. No circuito da Kyalami, na África do Sul, ele partiu em 14º lugar com uma Jordan e chegou a estar em sétimo, quando teve que abandonar na 31ª volta, com problemas no câmbio. Ali começava a carreira mais longa da história da categoria, com 326 grandes prêmios ao longo de 19 temporadas. Neste aniversário de 20 anos da estreia, o Estado relembra as cinco melhores corridas do piloto.

GP do Pacífico de 1994

No circuito japonês de Aida a torcida brasileira só tinha olhos para Ayrton Senna, que fazia a sua segunda corrida pela Williams. Porém o tricampeão se envolveu em um acidente logo na primeira curva. Restou então acompanhar a bela corrida de Rubinho. Após largar em oitavo lugar, ele terminou a primeira volta em quinto e fez um prova muito consistente. Chegou a ficar em segundo durante três voltas e cruzou a linha de chegar em terceiro, o seu primeiro pódio na Fórmula 1. Michael Schumacher da Benetton foi o vencedor, seguido por Gerhard Berger, da Ferrari. Também em 1994 o brasileiro fez a sua primeira pole-position, no GP da Bélgica.

GP do Canadá de 1995

Com a pouco confiável Jordan Peugeot, Rubens Barrichello guiou cuidadosamente pelo circuito Gilles Villeneuve por 68 voltas. Largou da nona posição e evitou um acidente logo na primeira curva, quando dois pilotos bateram. Ele se manteve em quinto durante boa parte da prova e contou com problemas de Damon Hill, da Williams, e Gerhard Berger, da Ferrari, para chegar a terceiro. Até então ele parecia se acomodar logo atrás do líder Michael Schumacher, da Benetton, e do segundo colocado Jean Alesi, da Ferrari. Porém o alemão teve problemas mecânicos e parou nos boxes. Com isso ele foi terminar em quinto e deu a chance para Rubinho subir ao pódio novamente, desta vez em segundo lugar.

GP de Mônaco de 1997

A equipe escocesa Stewart fazia sua temporada de estreia na Fórmula 1. Era a quinta prova do ano e a escuderia sequer havia pontuado. Sob chuva em Mônaco, Rubens Barrichello partiu do décimo lugar e no fim da primeira volta estava em quinto. Na sexta volta ele já era o více-lider, atrás do alemão da Ferrari Michael Schumacher. Mesmo com um carro inferior, o brasileiro segurou os ataques do italiano Giancarlo Fisichella, da Jordan, e do irlandês Eddie Irvine, também da Ferrari, para manter a segunda posição. A tumultuada prova terminou pelo limite de tempo de duas horas e com 62 das 78 voltas previstas.

GP da Alemanha de 2000

A primeira temporada de Rubinho na Ferrari estava cercada de expectativa. Quando ele ia vencer pela primeira vez uma corrida? A façanha veio em uma prova fantástica e que a vitória parecia improvável, porque ele largou em 18º. Após um começo sensacional, o brasileiro ultrapassou vários pilotos e na 15ª volta já era o terceiro. Após cair para quinto, Rubinho foi favorecido pela entrada na pista de um homem que protestava por ter sido demitido da Mercedes. Assim, o Safety-Car entrou em ação e ajudou o piloto da Ferrari a se aproximar dos líderes. Na volta 32 começou a chover e a maioria dos pilotos foi para os boxes para trocar pneus. Ele arriscou e decidiu enfrentar a água com pneus para pista seca. Dirigindo no limite ele levou o carro até o fim e pela primeira vez venceu uma corrida de Fórmula 1.

GP da Inglaterra de 2003

Novamente o brasileiro contou com a ajuda de um invasor. Rubinho era o pole-position, mas largou mal e caiu para terceiro. Na 12ª volta o padre irlandês Cornelius Horan (o mesmo que tumultou a maratona da Olimpíada de 2004) invadiu a pista carregando um cartaz com uma mensagem religiosa. O Safety-Car foi acionado e toda a estratégia dos pilotos mudou. A essa altura o brasileiro já era o oitavo e começou a reagir. Fez duas belíssimas ultapassagens sobre Ralf Schumacher, da Williams, e Kimi Raikkonen, da Mclaren, e voltou à ponta a 18 voltas do fim. Depois disso, administrou a vantagem para terminar na frente e vencer pela sexta vez na Fórmula 1.

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