Treinos livres da F-1 agradam equipes

Poucos treinos livres de sexta-feira foram tão produtivos para a maioria dos pilotos e suas equipes quanto o de hoje, no circuito Enzo e Dino Ferrari, em Ímola. A sessão, pela manhã, começou com a asfalto molhado e à tarde, o piso estava completamente seco. "Conseguimos referências importantes para acertar o carro para todas as condições que poderemos enfrentar sábado e domingo", comentou Michael Schumacher, da Ferrari, o mais veloz com 1min25s096, marca 276 milésimos melhor que a do companheiro, Rubens Barrichello, segundo colocado.O clima na Ferrari era quase de festa depois do resultado da manhã, em que Rubinho registrara o melhor tempo, 1min31s998 e Schumacher o segundo. Depois do ocorrido no GP do Brasil, onde na chuva a Ferrari do alemão perdeu muito rendimento, a equipe precisava de experiência semelhante para compreender se, com as modificações feitas no carro, em especial no acerto aerodinâmico, o modelo F2001 iria se dar bem no asfalto molhado. "O que se passou em Interlagos foi uma exceção", afirmou Schumacher, referindo-se ao "erro" no ajuste do chassi para a prova.Rubinho lembrou que, diferentemente do ano passado, sua Ferrari já começou bem o GP de San Marino. "Na prova de 2000, desde a sexta-feira meu carro não funcionava direito, estava bem instável", disse. "A situação agora é oposta." Competir em Ímola, admitiu o piloto, não lhe traz boas recordações. "Eu me recordo sempre do acidente do Ayrton Senna." Curiosamente o seu próprio acidente, bastante grave, naquele fim de semana, não o incomoda. "Nem me lembro dele, já sofri outros, faz parte da nossa carreira."Ralf Schumacher levou sua Williams ao terceiro lugar no treino desta sexta-feira. "Só espero que sábado não chova. Meu carro estava horrível no molhado." Pela manhã ele não passou do 14º tempo. Juan Pablo Montoya teve de se explicar em todas as línguas como pôde, de um GP para o outro, cair do primeiro para o último lugar, ainda que se tratasse apenas de uma sessão livre. "Com a pista molhada, pela manhã, minha preocupação foi reaprender o traçado, já que havia estado aqui, pela última vez, em 1998", contou. "Quando começou o treino da tarde, ouvi um barulho estranho no motor e voltei devagar para os boxes. Os técnicos me disseram só retornaria à pista no sábado.? Como ficou com a marca obtida na hora em que havia água no asfalto, Montoya acabou com o 22º tempo.Apesar das alterações no projeto do modelo MP4/16, em especial na aerodinâmica do aerofólio dianteiro, Mika Hakkinen continuou reclamando nesta sexta-feira de falta de aderência na frente do carro. O diretor-técnico, Adrian Newey, que não viajou para o Brasil, comentou que os problemas de falta de equilíbrio do monoposto da McLaren, este ano, decorrem também da falta de tempo de treinar. "Nós não conhecemos direito como o carro se comporta diante de diferentes ajustes que ainda não tentamos." Hakkinen obteve o quarto tempo, 1min26s341, mas a um segundo e 245 milésimos de Schumacher. David Coulthard, o outro piloto da McLaren e vencedor do GP do Brasil, errou na Acque Minerale, ficou por lá mesmo e com o 11º tempo.Num dos seus melhores trabalhos este ano, Luciano Burti, da Jaguar, registrou a 10ª marca do dia, 1min26s933, apenas 334 milésimos mais lento que Eddie Irvine, também da Jaguar, sétimo nesta sexta-feira. É a primeira vez que Burti corre em Ímola. Enrique Bernoldi, da Arrows, obteve o 19º tempo, 1min29s273, e Tarso Marques, da Minardi, o 20º, 1min29s589.

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